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Tecnologia pré-Real

Hoje, em matéria sobre os 15 anos do Plano Real, no Jornal Nacional a máquina de etiquetar preços foi utilizada como símbolo da hiperinflação* pré-plano, com os repórteres abordando populares no mercado e mostrando o aparelho, ‘Você lembra daquela época???’.

Bem, realmente é marcante a imagem dos funcionários clec-clec-clec constantemente nos produtos, que subiam de preços diariamente, mas era bom! Pense no mal que a tecnologia causaria atualmente em uma economia com aquela taxa de inflação?

Veja só: a re-etiquetagem* de preços era um trabalho manual, unidade a unidade dos produtos, e o pessoal trabalhava durante a noite para poder sobrepor – sobrepor literalmente: as etiquetas ficavam umas sobre as outras :) – os preços até a abertura das lojas, e depois continuavam dia afora.

Com os códigos de barras atuais, displays eletrônicos de preços substituiriam todo este trabalho e o Diniz lá da mesa dele, com um clique, aumentaria todos os preços dos laticínios em 0,93%, e com outro a cerveja custaria mais 1,26%  em todos os supermercados dele ao mesmo tempo… claro, alguma proteção do governo não permitiria aumentos durante o dia, senão pirigava do produto colocado no carrinho no início da compra custar mais quando chegássemos ao caixa.

Portanto, a máquina de etiquetar, embora símbolo, não era lá tão do mal assim.

* já que consultei, compartilho:
Acordo ortográfico BASE XVI
Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação
1o) nas formações com prefixos (como ‘hiper-’)… se emprega hífen nos seguintes casos… d) nas formações com os prefixos hiper-, inter-, super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
:. hiperinflação.

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante…
:. re-etiquetagem.

  1. Sérgio
    8, julho, 2009 em 08:56 | #1

    Obrigado pelas dicas :)

  2. 8, julho, 2009 em 09:14 | #2

    Esse é o meu xará, sempre vendo o copo meio cheio…

  3. 8, julho, 2009 em 11:34 | #3

    Eu tinha apenas dez anos no lançamento do Real, mas lembro do período de hiperinflação. Lembro de pesquisar presente de dia das mães e ter que implorar para a menina da loja manter o mesmo preço para o dia seguinte… Algo definitivamente surreal!

  4. 8, julho, 2009 em 11:35 | #4

    Ah, nem sempre eu vejo o copo meio cheio… no boteco, por exemplo, ele sempre me parece meio vazio :)

  5. Emerson
    10, julho, 2009 em 09:31 | #5

    Apertar tecla? Alguém da área de TI do Sugar Loaf Group ia fazer uma script e colocar no cron. Assim o Diniz ia poder jogar seu tênis sem maiores preocupações. :-)

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