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Foi bonita a festa, pá

DSC_0533 Ontem, 25 de abril de 2009, foi aniversário de 35 anos da Revolução dos Cravos, movimento que marcou o fim da ditadura do Estado Novo em Portugal, que teve início em 1926. Eu acreditava que Salazar estivesse no poder nesta ocasião, mas não, a ditadura estava na 2a geração, com Marcelo Caetano como presidente.

Foi um evento marcante para a sociedade portuguesa; e, recente,ainda está muito vivo na memória do povo daqui, que organiza um desfile de comemoração que desce a Av. Liberdade até a Praça D. João IV.
É um evento emocionante e que tive o prazer de acompanhar, e onde pude, além de torcedor da Lusa, ser um pouco português por algumas horas.

As fotos estão aqui, e no continuo abaixo alguns relatos.

Manhã fria de feriado, ninguém na rua, lá fui eu procurar pelas comemorações e… cadê a festa, pá? Estava programada a inauguração de um monumento (+1!) no parque Eduardo VII às 14, mas não o encontrei -  fui parar no parque de Marquês de Pombal, que a se eu acreditar nos mapas, fica junto ao outro.
Então abordei dois polícias que me indicaram descer a Av. Liberdade, logo em frente, e eu a estava vendo!!! :) E tinha a informação do início do desfile às 15:00.
Desci a avenida e, fora um ou outro passante com um cravo na mão, nenhum sinal de desfile ou algo do tipo, fora um palco vazio na praça D. Pedro IV (o nosso D. Pedro I), no final da Avenida e da praça dos Restauradores. E já eram 14:30!

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A esta altura, no Brasil, o local de um desfile pra dali a meia-hora estaria um pandemônio, mas aqui não… fiquei zanzando pelo centro até perto das 15 e ao voltar à Av. Liberdade não é que havia um desfile se formando?

No caminho um dos 800 vendedores de cravo, que fotografei, me vendeu um cravo de 1 euro por 0,10, pois eu não tinha trocados
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Devidamente paramentado com o cravo na lapela, continuei a série vendedores de cravo e a próxima que me flagou fotografando-a exigiu posar
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Acompanhei todo o desfile junto aos ‘abre alas’, um blindado e uma fileira de cidadãos que me pareceram estar lá presentes, há 35 anos

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Não, o hino da Revolução não é do Chico ;) , é uma música de autoria de José (Zeca) Afonso, “Grândola Vila Morena”

A partir de ontem, depois de ouvi-la cantada em coro durante todo o percurso da caminhada, por aquela multidão emocionada de gente celebrando o fim de um período negro, toda vez que ouvi-la novamente compatilharei com os portugueses um pedaço de sua história, tão emocionado quanto.

E como não poderia deixar de ser, estavam representadas várias correntes de esquerda, grupo com reinvidicações, uns malucos… ah, e claro, o Che

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Categories: História, Lisboa, Turismo
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