Página Inicial > Sobre a vida > Prisioneiros

Prisioneiros

Existem batalhas nas quais não devemos fazer prisioneiros, pois cada Convenção de Genebra pessoal exige tratá-los com dignidade e eles têm que ser mantidos vivos, alimentados, saudáveis.

E nós o fazemos.

Sem este cuidado, nesta espécie de guerra que não acaba nunca e que é repleta de batalhas onde sempre restam feridos, haverá um gradual e insustentável aumento de incômodos prisioneiros. Sem opções de solitárias, se agrupam em facções, promovem rebeliões, se tornam violentos, exigem regalias, dão trabalho constante e acabamos por torcer para que fujam.

Mas eles não fogem.

Pois esta guerra também não tem inimigos e não há para onde fugir ou libertá-los. Sem contraparte, não prevê armistícios ou tréguas, e não promove troca de prisioneiros.

Eles continuam lá, em número crescente, consumindo nossos recursos até morrerem.

Mas eles vivem mais do que o razoável.

Portanto, ao investigar a terra arrasada ao fim de cada batalha, não faça prisioneiros. Erga um monumento, se quiser; relate em um livro, se achar louvável; faça um filme, se achar que rende. Mas seja impiedoso e misericordioso e não faça prisioneiros.

Nota: post incidental fruto de ter assistido 3 filmes de guerra em sequência. E de uma rebelião em meu campo de prisioneiros.

Categories: Sobre a vida
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. Nenhum trackback ainda.