Em Paris

Agora sim, com todas as combinações entre Pardon, S’il vous plaît, “Je ne parle pas français” e Merci, você resolve a maioria das situações, o resto você aponta no cardápio :)

Esta primeira fase da viagem não tinha muito foco em visitas a pontos turísticos tradicionais, então fora a Torre Eiffel, Montmarte, e outros lugarzinhos onde nem levei a câmara, o circuito foi mais etílico-gastronômico-noturno, nessa ordem:

etílico: pardon, ainda não aprendi a beber vinho, então foram só umas taças. Fui de conhaque nacional francês e, como o tempo ajudou, umas caras cervejas… até um pint de Guinness numa tarde mais fria (não deve haver nenhuma lei que proiba beber Guinness em Paris :) ).

gastronômico
: comemos mais em casa, então de comer fora um bom crepe num restaurante pequeno, e um cordeiro muito bom, com nome e sobrenome que não lembro, em um restaurante mais chique um tanto. Uma visita a uma brassérie para comprar pão, e a um Pão de Açúcar daqui (Monoprix), deu para ter a noção da quantidade de queijos, patês, pães e vinhos que este povo consome.
Ah, para satisfação do André Trigueiro*, me recusei a comprar um patê de foie gras, em solidariedade aos pobres gansos.

Noturno
: a vida noturna é agitada, mas os bares são caros para quem não bebe vinho; o atendimento em geral é bom, na base do bonsoir, merci, s’il vous plais, etc… a única má experiência foi justamente no último movimento do último bar: o atendimento até que foi bom, mas a linda dona resolveu homenagear os brasileiros com uma última música e tascou um ‘Ilá ilá iê’ com a Xuxa!!! Saímos correndo, sem olhar pra trás. Ah, mas os franceses se salvaram: a mulher era argentina :)

* André Trigueiro é um jornalista que tem um programa na Rádio CBN chamado ‘Mundo Sustentável’, e num recente ele meteu o pau nos criadores, consumidores e vendedores de foie gras.

Categories: Cotidiano, Paris, Turismo
  1. Andrey
    24, abril, 2009 em 00:08 | #1

    Pra gente avessa a museus mas que quer ver o melhor de Paris, uma caminhada do Arco do Triunfo à Île de France (Notredame) é uma delícia, especialmente finalizando o passeio nos bistrôs e cafés das travessas do bairro estudantil (Siga pela Boulevard St Michel e seja feliz).

    Se tiver disposição, faça um esforço pra entrar num dos dois: Louvre (o que eu chamo de “museu de departamentos”) ou D’Orsay (arte dos últimos 2 séculos).

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