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Arquivo de janeiro, 2010

Me gustas tu

30, janeiro, 2010 Sem comentários

Tenho ouvido bastante a Mitsubishi FM na internet, que, além do bom repertório, exibe o nome da música que está tocando. Em função disto ficou mais fácil incrementar meu pen drive. A última foi essa, que compartilho…

Categories: Música

Líder isolada inconteste

22, janeiro, 2010 2 comentários
Tá, tá, sei que a esta altura do campeonato não significa muita coisa, que muita água vai rolar e que o jogo só termina quanto o árbitro apita, ainda mais sabendo que futebol é uma caixinha de surpresas… mas fica aqui o registro, pela raridade ;)




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Categories: Cotidiano

Testando Edu 2.0

18, janeiro, 2010 3 comentários

Voltando pra casa, subindo a Rebouças, o carro grita:

- Tec tec tec…

Continuo, na esperança de que fosse algo solto e que, como que por mágica, o problema pararia:

- Tec tec tec tec tecccccccccccccccccccccc…

Insisto, mais um esforço:

- Teccccccccccccccccccccc Teccccccccccccccccccccc Teccccccccccccccccccccc

Fumaça, muito cheiro de queimado, luz do óleo acende… consigo encostar em frente à futura estação Oscar Freire.

Teeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeec. (o carro) Cof cof cof. (eu)

Na boa.

Ligo pro seguro… previsão, 90 minutos. Na boa, obrigado moça.

Chega o Toninho do guincho e vou pra casa de caminhão, eu, ele e a esposa conversando tranquilamente sobre eu ser o 16 atendimento do dia… eu pensando faz parte, carro véio é isso mesmo. Na boa.

O carro esfriou, deu pra pôr na garagem, o Toninho ganhou uma cerveja. Depois eu resolvo.

Na boa.

Teste número 1: carro enguiçado no trânsito. Aprovado!

;)

Categories: Cotidiano, Sobre a vida

Edu 2.0

17, janeiro, 2010 8 comentários

Em 2009 vivi a irresistível necessidade e o questionável privilégio de promover o período sabático que termina agora. Um tempo para descompressão, seguido de uma fantástica viagem até minhas origens nas cavernas, e depois uma grande fase de reinvenção e revisão de conceitos e de modo de vida.

Foi como eu rodar Windows e precisar de um reinício para instalar uma nova versão, e nesse processo rever todo meu registry, limpar arquivos desnecessários e fazer um defrag no meu HD, além de rodar um anti-vírus e implantar mais algumas regras no firewall. Claro que teve quem me sugerisse, a seu modo, passar a usar Linux e evitar alguns problemas, mas seria trabalhoso demais e, a meu ver, eu não precisava de uma mudança radical no kernel, mas apenas uns ajustes periféricos e no ambiente e um upgrade.

Vou pôr à prova esse Edu 2.0 daqui em diante e espero obter um bom desempenho e poucos problemas, mas como não sou bobo nem nada já me instalei o Bugzilla e um bom CVS para não perder o controle da evolução do sistema :)

Resumindo, agora ando mais devagar e carrego mais sorrisos, porque percebi que tinha muita pressa e que já havia chorado demais.

Tocando em Frente - Almir Sater e Renato Teixeira

Boa sorte pra mim ;)

Categories: Sobre a vida

Tri-atleta

17, janeiro, 2010 Sem comentários

A imprensa não leva mesmo a Lusa a sério… até quando triunfa sobre o São Paulo escalam um estagiário para escrever a notícia, e o cara não consegue decidir se o artilheiro da Portuguesa se chama Héberton, Hérverton ou Héverton ;)

No Terra.

Ceni perde pênalti e Portuguesa vence São Paulo de virada

A Portuguesa estragou a festa da estreia do São Paulo no Campeonato Paulista e o primeiro jogo de Marcelinho Paraíba em sua volta ao time do Morumbi. Jogando na casa do adversário, o time da capital paulista saiu perdendo, mas conseguiu vencer de virada por 3 a 1, com dois gols do meia Héberton. O goleiro-artilheiro Rogério Ceni ainda perdeu uma penalidade no meio do primeiro tempo.

Apesar da falha do goleiro, e de Hernanes, que isolou a bola no rebote, o São Paulo saiu na frente do placar com Marcelinho Paraíba, aos 38min do primeiro tempo. Maestro do time, o camisa 11 distribuiu o jogo e foi a peça tricolor mais perigosa durante o primeiro tempo. No lance que abriu o placar, ele se aproveitou de uma bobeada da defesa da Portuguesa e de fora da área acertou o ângulo do goleiro Fábio, que dez minutos antes havia ganhado o duelo com Rogério Ceni na cobrança de pênalti contestado pelos jogadores lusitanos.

Apesar da vantagem, o São Paulo voltou apagado no segundo tempo. Com maior posse de bola desde o início da etapa final, a Portuguesa não levou mais do que alguns minutos para virar a partida.

Com o time avançado, graças a lesão de Thiago Gomes que forçou o técnico Benazzi a colocar o meia Henrique, a Portuguesa chegou ao empate aos 11min. O meia Marco Antônio, cria das categorias de base são-paulina, alçou a bola na área, Fabricio desviou de cabeça para o meio da área e Hérverton completou para dentro da rede.

Não demorou muito e a Portuguesa virou. Depois de iniciar a jogada do primeiro tento, Marco Antônio comemorou o dele, ao converter pênalti, sofrido por Fabrício.

Dominando a partida e contando com a expulsão de Dagoberto e um gol perdido por Washington, a Portuguesa dominou a partida e ainda teve tempo de aumentar o placar. Nos acréscimos, Henrique lançou Héverton, que ganhou na corrida e tocou na saída de Rogério Ceni.

Categories: Cotidiano

Ervas Daninhas

7, janeiro, 2010 Sem comentários
Filme francês meio nonsense meio sem sentido – se bem que você não consegue saber bem onde começa um e termina outro – que acompanha a recíproca mas desencontrada atração obsessiva-maniaco-paranóica entre um casal aproximado por um fortuito furto.
Bem, o cartaz é bonito ;)

Recaída minha aos filmes franceses fruto do acaso e da chuva que não pára (ah, esse acento eu não deixo cair) nessa cidade.

Em cartaz em alguns cinemas de São Paulo.

No IMdB.
ervas-daninhas1
Categories: Cinema

Lula, o filho do Brasil

6, janeiro, 2010 8 comentários

Em 10 de maio de 1958, Carolina Maria de Jesus escrevia o seguinte em “Quarto de Despejo. Diário de uma favelada”: “… O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.

Pode-se falar o que for sobre o Lula e seu governo, a média classe média do Sul e Sudeste pode esbraVejar do alto de sua indignação preconceituosa pouco esclarecida e muito manipulada; os analistas de plantão, bastante ouvidos apenas pela classe acima citada, podem dissecar todas as iniciativas e movimentos deste governo que certamente acharão erros, problemas, más condutas, na mesma medida que não enxergam, ou não divulgam, seus inversos.

Mas todos ão de convir que a trajetória de um nordestino que conheceu a pobreza e a fome e que viajou 13 dias em um pau-de-arara para, junto com sua família alicerçada pela mãe Dona Lindu, com seu bordão “Teima, é só teimar que dá certo”, salvar a vida em São Paulo, fez toda a diferença para os brasileiros mais pobres.

E é isto que o filme conta, acompanhando esta trajetória do nascimento em Garanhuns até a prisão do Lula e o enterro da D. Lindu em 1980. Sofre como qualquer filme que compacta 35 anos de história em duas horas, com alguns saltos no tempo que podiam ser melhor amarrados na minha opinião, mas ainda assim foram boas as escolhas dos fatos destacados, do elenco, e o cuidado na filmagem.

Irrita um pouco o merchand em excesso da Brahma, com guaranás e cervejas com os rótulos sempre visíveis, mas patrocínio é patrocínio… aliás, nos créditos iniciais, após o aviso ‘este filme não contou com nenhum incentivo fiscal, etc, etc’, a lista de patrocinadores parece uma carteira da Bovespa… Taí, podiam fazer um índice composto com as patrocinadoras do filme ;)
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Não é brilhante mas é um bom filme, e vale pra gente conhecer um pouco melhor a trajetória d’o cara :)

Sobre “Quarto de Despejo”: Carolina era uma favelada negra semi-alfabetizada que morava na favela do Canindé na década de 1950 com três filhos pequenos, sustentando-os na medida do possível como catadora de papel e, entre uma batalha e outra, escrevia um diário onde contou o cotidiano seu e da favela. Descoberta por um jornalista, conseguiu publicar um livro com fragmentos do diário abrangendo de 1955 a 1o de Janeiro de 1960. O livro foi um fenômeno de vendas e ela consegui realizar o sonho de ter uma casa de alvenaria. Publicou mais alguns livros, ficou conhecida mundialmente – foi tema de documentário na Alemanha – e finalmente morreu pobre e esquecida em seu país em 1977.
Do livro, em 28 de Maio de 1959: “… A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro.”

Aconselho a leitura para todos que querem conhecer um pouco da miséria e do que é passar fome sem ser nas dietas pré-verão ou nos jejuns pré-exame de sangue.

Aqui na Livraria Cultura, classificado com ‘infanto juvenil’!