Me gustas tu
Tenho ouvido bastante a Mitsubishi FM na internet, que, além do bom repertório, exibe o nome da música que está tocando. Em função disto ficou mais fácil incrementar meu pen drive. A última foi essa, que compartilho…
Tenho ouvido bastante a Mitsubishi FM na internet, que, além do bom repertório, exibe o nome da música que está tocando. Em função disto ficou mais fácil incrementar meu pen drive. A última foi essa, que compartilho…
Voltando pra casa, subindo a Rebouças, o carro grita:
- Tec tec tec…
Continuo, na esperança de que fosse algo solto e que, como que por mágica, o problema pararia:
- Tec tec tec tec tecccccccccccccccccccccc…
Insisto, mais um esforço:
- Teccccccccccccccccccccc Teccccccccccccccccccccc Teccccccccccccccccccccc
Fumaça, muito cheiro de queimado, luz do óleo acende… consigo encostar em frente à futura estação Oscar Freire.
Teeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeec. (o carro) Cof cof cof. (eu)
Na boa.
Ligo pro seguro… previsão, 90 minutos. Na boa, obrigado moça.
Chega o Toninho do guincho e vou pra casa de caminhão, eu, ele e a esposa conversando tranquilamente sobre eu ser o 16 atendimento do dia… eu pensando faz parte, carro véio é isso mesmo. Na boa.
O carro esfriou, deu pra pôr na garagem, o Toninho ganhou uma cerveja. Depois eu resolvo.
Na boa.
Teste número 1: carro enguiçado no trânsito. Aprovado!
Em 2009 vivi a irresistível necessidade e o questionável privilégio de promover o período sabático que termina agora. Um tempo para descompressão, seguido de uma fantástica viagem até minhas origens nas cavernas, e depois uma grande fase de reinvenção e revisão de conceitos e de modo de vida.
Foi como eu rodar Windows e precisar de um reinício para instalar uma nova versão, e nesse processo rever todo meu registry, limpar arquivos desnecessários e fazer um defrag no meu HD, além de rodar um anti-vírus e implantar mais algumas regras no firewall. Claro que teve quem me sugerisse, a seu modo, passar a usar Linux e evitar alguns problemas, mas seria trabalhoso demais e, a meu ver, eu não precisava de uma mudança radical no kernel, mas apenas uns ajustes periféricos e no ambiente e um upgrade.
Vou pôr à prova esse Edu 2.0 daqui em diante e espero obter um bom desempenho e poucos problemas, mas como não sou bobo nem nada já me instalei o Bugzilla e um bom CVS para não perder o controle da evolução do sistema
Resumindo, agora ando mais devagar e carrego mais sorrisos, porque percebi que tinha muita pressa e que já havia chorado demais.
Tocando em Frente - Almir Sater e Renato Teixeira
Boa sorte pra mim
A imprensa não leva mesmo a Lusa a sério… até quando triunfa sobre o São Paulo escalam um estagiário para escrever a notícia, e o cara não consegue decidir se o artilheiro da Portuguesa se chama Héberton, Hérverton ou Héverton
No Terra.
A Portuguesa estragou a festa da estreia do São Paulo no Campeonato Paulista e o primeiro jogo de Marcelinho Paraíba em sua volta ao time do Morumbi. Jogando na casa do adversário, o time da capital paulista saiu perdendo, mas conseguiu vencer de virada por 3 a 1, com dois gols do meia Héberton. O goleiro-artilheiro Rogério Ceni ainda perdeu uma penalidade no meio do primeiro tempo.
Apesar da falha do goleiro, e de Hernanes, que isolou a bola no rebote, o São Paulo saiu na frente do placar com Marcelinho Paraíba, aos 38min do primeiro tempo. Maestro do time, o camisa 11 distribuiu o jogo e foi a peça tricolor mais perigosa durante o primeiro tempo. No lance que abriu o placar, ele se aproveitou de uma bobeada da defesa da Portuguesa e de fora da área acertou o ângulo do goleiro Fábio, que dez minutos antes havia ganhado o duelo com Rogério Ceni na cobrança de pênalti contestado pelos jogadores lusitanos.
Apesar da vantagem, o São Paulo voltou apagado no segundo tempo. Com maior posse de bola desde o início da etapa final, a Portuguesa não levou mais do que alguns minutos para virar a partida.
Com o time avançado, graças a lesão de Thiago Gomes que forçou o técnico Benazzi a colocar o meia Henrique, a Portuguesa chegou ao empate aos 11min. O meia Marco Antônio, cria das categorias de base são-paulina, alçou a bola na área, Fabricio desviou de cabeça para o meio da área e Hérverton completou para dentro da rede.
Não demorou muito e a Portuguesa virou. Depois de iniciar a jogada do primeiro tento, Marco Antônio comemorou o dele, ao converter pênalti, sofrido por Fabrício.
Dominando a partida e contando com a expulsão de Dagoberto e um gol perdido por Washington, a Portuguesa dominou a partida e ainda teve tempo de aumentar o placar. Nos acréscimos, Henrique lançou Héverton, que ganhou na corrida e tocou na saída de Rogério Ceni.
| Filme francês meio nonsense meio sem sentido – se bem que você não consegue saber bem onde começa um e termina outro – que acompanha a recíproca mas desencontrada atração obsessiva-maniaco-paranóica entre um casal aproximado por um fortuito furto. Bem, o cartaz é bonito Recaída minha aos filmes franceses fruto do acaso e da chuva que não pára (ah, esse acento eu não deixo cair) nessa cidade. Em cartaz em alguns cinemas de São Paulo. No IMdB. |
Em 10 de maio de 1958, Carolina Maria de Jesus escrevia o seguinte em “Quarto de Despejo. Diário de uma favelada”: “… O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.”
Pode-se falar o que for sobre o Lula e seu governo, a média classe média do Sul e Sudeste pode esbraVejar do alto de sua indignação preconceituosa pouco esclarecida e muito manipulada; os analistas de plantão, bastante ouvidos apenas pela classe acima citada, podem dissecar todas as iniciativas e movimentos deste governo que certamente acharão erros, problemas, más condutas, na mesma medida que não enxergam, ou não divulgam, seus inversos.
Mas todos ão de convir que a trajetória de um nordestino que conheceu a pobreza e a fome e que viajou 13 dias em um pau-de-arara para, junto com sua família alicerçada pela mãe Dona Lindu, com seu bordão “Teima, é só teimar que dá certo”, salvar a vida em São Paulo, fez toda a diferença para os brasileiros mais pobres.
Não é brilhante mas é um bom filme, e vale pra gente conhecer um pouco melhor a trajetória d’o cara
Sobre “Quarto de Despejo”: Carolina era uma favelada negra semi-alfabetizada que morava na favela do Canindé na década de 1950 com três filhos pequenos, sustentando-os na medida do possível como catadora de papel e, entre uma batalha e outra, escrevia um diário onde contou o cotidiano seu e da favela. Descoberta por um jornalista, conseguiu publicar um livro com fragmentos do diário abrangendo de 1955 a 1o de Janeiro de 1960. O livro foi um fenômeno de vendas e ela consegui realizar o sonho de ter uma casa de alvenaria. Publicou mais alguns livros, ficou conhecida mundialmente – foi tema de documentário na Alemanha – e finalmente morreu pobre e esquecida em seu país em 1977.
Do livro, em 28 de Maio de 1959: “… A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro.”
Aconselho a leitura para todos que querem conhecer um pouco da miséria e do que é passar fome sem ser nas dietas pré-verão ou nos jejuns pré-exame de sangue.
Aqui na Livraria Cultura, classificado com ‘infanto juvenil’!