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Arquivo de julho, 2009

Last chance Harvey

27, julho, 2009 Sem comentários
Depois da experiência anterior nem a presença da dupla Dustin Hoffman/Emma Tompson me fez criar alguma expectativa, portanto dificilmente sairia decepcionado, e não saí: é um bom e despretensioso filme, entretenimento puro, simples, e bem feito.


Uma quase comédia romântica para maiores de 30, trata o encontro amoroso aproximando os personagens do mundo real, sem colocá-los em situações muito piegas ou clichês – só as inevitáveis. E contando com dois ótimos atores – difícil não comparar o Harvey com o garoto de “A primeira noite de um homem“.


Título em português do Brasil: “Tinha que ser você”; em Portugal, “A um passo do amor” – os dois ruins.

No IMDB.

Last

Nota sobre a sala: o Gemini continua sendo um cinema simpático, não muito confortável comparando com as salas mais modernas que só faltam ter massageador, mas grande e com a platéia bem inclinada, e você ainda ganha uma paçoca de brinde :) , mas a projeção está péssima: metade do filme foi com oscilações na iluminação, e depois que consertaram uma mariposa ficou no vidro da projeção fazendo sombra… bem, este último até que foi engraçado.

Categories: Cinema

I’m Yours

24, julho, 2009 Sem comentários

Ih, outra que me pegou:

Acho que estou ficando piegas ;) Mas é legal.

Categories: Música

Receita deliciosa

24, julho, 2009 2 comentários

Resolvi pedir uma dica ao Google para preparar uma alheira que há tempos me aguardava e encontrei uma receita deliciosa.

Deliciosa antes mesmo de ser preparada (os grifos são meus):

Um amigo transmontano ensinou-me a melhor maneira de fazer as alheiras. Nada como as que comemos por aí em qualquer restaurante. A boa alheira requer tempo a ser cozinhada. Fura-se primeiro com uma agulha. Muitos furos, por onde há-de sair a gordura. Planta-se dentro de uma frigideira, sem qualquer gordura (a gordura que ela vai libertar é mais que suficiente) e a uma temperatura baixa. Se for numa placa eléctrica, numa escala de 1 a 5, ponha-se no dois. Este processo de fritura, dura pelo menos uma hora. Por isso, calminha, aproveite-se o tempo a beber uns copos e um queijinho de entrada.
Quando já houver uma certa gordura resultante da fritura, recolha-se para uma molheira – a alheira deve frigir sempre com o mínimo de gordura. Nem é preciso dizer que, a meio tempo, se volta. Neste processo, por vezes a alheira rebenta. Não é bonito, mas come-se na mesma.
Ao mesmo tempo cozem-se umas batatas com pele, e em panela separada uma genuina couve portuguesa e algum nabo.
No final, pela-se a batata que vai acompanhar com, com as restantes verduras, a alheira. A gordura que se foi retirando da sertã é a que serve para temperar a batata. Acompanha com um vinho do Douro encorpado.
Um prato divinal, se a alheira for de boa qualidade (as melhores que eu compro são as da charcutaria Manuel Tavares, fundada em 1860, sita entre a Praça da Figueira e o Rossio (ir à charcutaria Manuel Tavares é um acto de cultura e não só gastronómica..). A talhe de foice, diga-se que também lá compro os melhores figos secos (as passas). O figo preto de Torres – excelente – por 2 euros e meio o quilo. E ainda há quem pense que o barato se encontra nas grandes superfícies…

http://familiaantunes.wetpaint.com/page/Alheira

A minha não deu certo, a alheira meio que explodiu na frigideira, mas deu para curtir uma receita que pede para, depois d’eu plantar a alheira dentro da frigideira, calminha e sugere beber uns copos durante o preparo; que me fez descobrir

sertã

s. f.

Frigideira larga e de pouco fundo, de ferro ou de barro; e

vir a talhe de foice expressão

  1. vir a propósito.

; relembrar a Praça da Figueira e o Rossio; e ficar intrigado com qual barato pensam que se encontra ‘nas grandes superfícies…’ :)

Deliciosa.

Categories: Gastronomia, Lisboa

São Bento do Sapucaí

20, julho, 2009 2 comentários

Compartilhando uma foto que ganhei do Beto… agora preciso ir lá procurar o pote de ouro ;)

IMG_5420

Horas de Verão

20, julho, 2009 4 comentários
Muitas vezes um filme francês é uma obra de arte, mas outras… bem, às vezes um filme francês é um filme francês.

Como escolhi de improviso, confiando em que um filme com a Juliette Binoche não pode ser ruim, não li crítica alguma. Vou fazê-lo em seguida para ver com quem ando sintonizado.

Um filme sem conflitos, apenas ameaças, que se diluem natimortas numa continuidade imprevisível por frustrante, como se em vez de jogar uma pedra horizontalmente na superfície do lago, para vê-la quicar até afundar, optaram por jogar uma porção de areia, que se espalhou, difusa. Só acreditei que havia acabado por conta dos créditos.

Valendo algo, um filme leve. Demais.

horas

Horas de Verão – Olivier Assayas – 2008. No imdb.

Categories: Cinema

Cenas de padaria.

10, julho, 2009 Sem comentários

“Mas pai! Eu gosto da Barbie!”

E o moleque, de uns 5 anos, continuou pedindo para o pai deixar ele comprar o brinquedo da Barbie como o garoto que pedia chicória no comercial. Mas não teve acordo, o pai, zelando inutilmente – pois nem gostar da Barbie indica um futuro gay, nem deixar de dar o brinquedo para ele mudará alguma coisa – pela opção sexual do filho, não arredou pé e o menino saiu frustrado, choramingando.

Essa minha padaria é cara, mas proporciona umas cenas que não têm preço ;)

Categories: Cotidiano, São Paulo

Instantes de São Paulo – I

8, julho, 2009 3 comentários
Aqui em Sampa há quem não saiba dar destino melhor aos seus pares de tênis usados do que eles irem parar, amarrados um ao outro, nos fios da rede elétrica.




Para adverti-los um pouco de bom humor fez bem.
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Categories: Cotidiano, São Paulo

Tecnologia pré-Real

7, julho, 2009 5 comentários

Hoje, em matéria sobre os 15 anos do Plano Real, no Jornal Nacional a máquina de etiquetar preços foi utilizada como símbolo da hiperinflação* pré-plano, com os repórteres abordando populares no mercado e mostrando o aparelho, ‘Você lembra daquela época???’.

Bem, realmente é marcante a imagem dos funcionários clec-clec-clec constantemente nos produtos, que subiam de preços diariamente, mas era bom! Pense no mal que a tecnologia causaria atualmente em uma economia com aquela taxa de inflação?

Veja só: a re-etiquetagem* de preços era um trabalho manual, unidade a unidade dos produtos, e o pessoal trabalhava durante a noite para poder sobrepor – sobrepor literalmente: as etiquetas ficavam umas sobre as outras :) – os preços até a abertura das lojas, e depois continuavam dia afora.

Com os códigos de barras atuais, displays eletrônicos de preços substituiriam todo este trabalho e o Diniz lá da mesa dele, com um clique, aumentaria todos os preços dos laticínios em 0,93%, e com outro a cerveja custaria mais 1,26%  em todos os supermercados dele ao mesmo tempo… claro, alguma proteção do governo não permitiria aumentos durante o dia, senão pirigava do produto colocado no carrinho no início da compra custar mais quando chegássemos ao caixa.

Portanto, a máquina de etiquetar, embora símbolo, não era lá tão do mal assim.

* já que consultei, compartilho:
Acordo ortográfico BASE XVI
Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação
1o) nas formações com prefixos (como ‘hiper-’)… se emprega hífen nos seguintes casos… d) nas formações com os prefixos hiper-, inter-, super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
:. hiperinflação.

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante…
:. re-etiquetagem.

Palavras e silêncios

6, julho, 2009 1 comentário

Às vezes, sem qualquer motivo aparente ou justificável, uma música te pega e você a ouve mil vezes (há até uma comunidade no Orkut… bem, mas há comunidade de tudo lá…).

Minha última manifestação deste fenômeno é esta



Nota: Andrey, eu advirto: tem Fagner, não ouça! ;)

Categories: Música

Sonhos

4, julho, 2009 1 comentário

Sonhos são manifestações de desejos, realização de frustações, digestão do cotidiano, recados do inconsciente. E se você faz uma boa terapia, ganha uma sessão; se supersticioso, ganha um bicho para a aposta; se visionário, uma perspectiva; se cineasta, um roteiro; se escritor, um livro, ou vá lá, um conto, quiça uma crônica, um poema para um poeta; ou ainda, mais modernamente, um post para um blog.

Sonhos nos preparam para enfrentar a vida quando despertos, e para além das finalidades e utilidades acima, às vezes nos fazem sonhar e nos tiram o sono.

Categories: Sobre a vida