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Arquivo de 21, maio, 2009

Fumar na Europa

21, maio, 2009 2 comentários

Cigarro por lá é muito, mas muito caro… o país mais barato, tendo o Marlboro como referência, é a Espanha, onde custa 3,25€, e os mais caros França e Alemanha, onde a caixinha custa mais do que 4€, sendo que na Alemanha a embalagem tem 17 cigarros… não 18, nem 20, mas 17! Vai entender…

E não se vende, facilmente, cigarros para menores: na maioria dos lugares as máquinas de venda automática têm que ser desbloqueadas pelo estabelecimento (controle remoto em Portugal e na Espanha ou por um cartão, na Alemanha). Em Paris quase não comprei pois havia meu estoque de brasileiros :)

Para os inveterados preocupados com a iminente lei que nos proibirá de fumar em lugares fechados aqui em São Paulo, não é o fim do mundo: lá já é assim*, e acostuma-se a ocupar as mesas nas calçadas ou sair para fumar seu careta sossegado. No inverno lá é que deve ser duro, mas aqui?

* só na Espanha, ao menos em Cádiz e Setenil, encontrei estabelecimentos – bares e até restaurantes -  onde o fumo é permitido: estes ostentam uma placa azul do lado de fora para avisar a clientela. Em Hamburgo encontrei mais um, mas acho que fumar cigarros era tão permitido quando fumar as outras coisas que fumavam lá ;)

De uma forma geral os fumantes e não-fumantes convivem bem, e o preço e as restrições acabam desestimulando o tabagismo, que é o caminho que deveremos adotar cada vez mais por aqui.

Categories: Cotidiano, Turismo

Superstições na prática

21, maio, 2009 Sem comentários

Hoje, desastrado como sempre, derrubei uma colher no chão do restaurante enquanto matava a vontade do nosso Arroz-Com-Feijão (assim, com maiúsculas, pois fazia mais de mês que não comia isto).
Enquanto eu a apanhava, uma garota na mesa ao lado comentou: “Na minha família se diz que quando uma colher cai no chão é sinal de que vai aparecer uma mulher…”
Voltei ao meu prato e à Piauí atrasada, supersticioso como nunca, para ver se a maré muda :) . Mas dali a alguns instantes minha vizinha de mesa me interrompe, orgulhosa, “Você viu? Acabou de entrar uma mulher!”

Não, não vi, mas compreendi que o que a superstição diz é que vai aparecer uma mulher no lugar onde caiu a colher, não para quem a derrubou ;)

Uma variação desta superstição reza que quando uma faca cai no chão quem é atraida é uma desgraça, e para neutralizar é necessário pegar imediatamente a faca e fazer, com ela, 3 riscos no chão.

Na última vez que presenciei uma ocorrência desta foi uma de minhas irmãs quem a derrubou, enquanto lavava a louça que eu enxugava… para afastar o mau agouro ela rapidamente fez lá os 3 riscos, e o último deles me acertou um dedo do pé e fez um aqueles cortes bem finos, que demoram a estancar.

Logo, superstições funcionam, mas quando me interessam, não correspondem;  quando não me interessam, além de funcionarem, sobra pra mim :)

Categories: Cotidiano

Setenil de Las Bodegas

21, maio, 2009 5 comentários

Se um dia te mandarem a Setenil procurar uma casa branca, desista: todas as casas são brancas! O ayuntamento pertence ao que chamam por lá de ‘Ruta Arqueologica de Los Pueblos Blancos’ e, por lei, as casas têm que ser pintadas de branco.

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É assim, parece um comercial do Omo.

No centro do povoado muitas casas e comércios são incrustados nas paredes rochosas, que são escavadas e depois muradas onde necessário. 

Algumas têm apenas um muro: a parede da fachada.

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E, bem no centro, paralela a Calle Cuevas del Sol, está a Cuevas del Sombra, completamente coberta pelas rochas:

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Setenil também foi ocupada pelos mouros, e sua herança sofreu o mesmo processo de, digamos, assimilação pelos católicos: o castelo virou igreja e os muros foram incorporados à arquitetura da cidade.

Hoje vive principalmente da agricultura, notadamente o cultivo de oliveiras, d’onde extraem azeite e produzem sabonetes e outros produtos. Há algum movimento turístico, mas em hordas diurnas: só há um hotel na cidade e os turistas normalmente se hospedam em Rota, uma cidade maior mais próxima, e fazem uma excursão por lá.

Bem, como meus dois avós paternos vieram daqui, metade de meus genes têm cá sua origem… Certamente o da calvíce: um terço dos homens é calvo, um terço usa boné, e o resto acho que eram turistas :)
Quanto ao temperamento não sei, a minha passagem por lá foi muiiiito rápida e não deu para brigar com ninguém, então fica para uma próxima expedição.

E por falar em parentes, com a ajuda do primo Ermínio que me deu um endereço, encontrei alguns do lado de minha vó. Gente simples e boa, cheguei lá de surpresa e fui bem recebido; e dá-lhe gastar portunhol para nos entendermos e tentarmos restaurar um pouco da árvore genealógica de uma família que se separou na década de 1920. Foi, como outros momentos desta viagem, emocionante e inesquecível.

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E o último álbum, para finalizar a aventura…

De volta a Sampa

21, maio, 2009 4 comentários

Aeroporto confuso, taxista que resolveu poupar 5 minutos pelo trânsito caótico da manhã paulistana a custas da minha adrenalina, balconista do pão de queijo que “hoje não estava tendo” o recheio que eu queria, expresso forte e mal tirado, rádio via frequência modulada noticiando CPI, Extra barulhento, comercial com bife com direito a farinha e molho de pimenta.

Voltei para o lugar certo, não tem igual :) Acreditem, estava com saudades!

Categories: Cotidiano