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Arquivo de 8, maio, 2009

Parque Planten un Blomen

8, maio, 2009 Sem comentários

Passeio no parque, com Isabel, Adara e Phellip, com direito a patos e esquilos.

Categories: Hamburgo, Turismo

Porto de Hamburgo

8, maio, 2009 Sem comentários

O porto de Hamburgo é o segundo que visito nesta viagem, e coincidentemente também é um porto fluvial, às margens do Rio Elba. É o maior da Alemanha e o 2o maior da Europa.
Fiz uma caminhada só, procurando o mar, e desisti quando faltou fôlego (tá bom, tá bom… sei que estou fumando demais). Mais tarde, ao encontrar o Valcir e a Isabel, separadamente, ante minha surpresa ‘Poxa, este porto não tem fim’, ambos responderam ‘Ué, não…’ :) Bem, há de haver, mas deixemos ele lá.

Categories: Hamburgo, Turismo

Hamburgo

8, maio, 2009 Sem comentários

Portuária, Hamburgo é a 2a maior cidade da Alemanha, atrás de Berlin, e tem uma longa história de destruições e reconstruções que, somadas à modernização x esforços dos moradores para a preservação do patrimônio, fez dela uma cidade que na maioria das vezes conseguiu, na minha opinião, equilibrar o antigo e o moderno.
Minha cicerone, Isabel, provavelmente não concorda com isso, pois diversas vezes, chateada, apontou-me vestígios ou vazios de antigas contruções que gostaria de ver preservadas.
Mas outras tantas de quase demolições que, por força da mobilização dos moradores da cidade, foram evitadas.
Como meu referencial é São Paulo, onde mobiliza-se por preservação quase que apenas quando o sítio afetado está no quintal dos mais ricos, ou nem há a oportunidade para tanto, dada a rapidez das demolições e a falta de fiscalização, pareceu-me que eles estão sendo bem sucedidos.

Também é uma cidade com bastante presença de imigrantes… certo, nunca vi tanta gente loira por m2 na minha vida, mas também vi representantes de muitas etnias: há uma forte presença de turcos, responsáveis pelos kebabs e pelas lojas de frutas, e portugueses, com vários cafés, além de negros e asiáticos aqui e acolá… não muito numerosos, mas frequentes.

O alemão típico é um tanto sizudo, mas o atendimento é simpático quando começamos com ‘Sorry, I don’t speak in deusche’. E são, como haviam me prevenido, repletos de regras de utilização do espaço urbano: as calçadas mais largas têm caminhos demarcados em vermelho e não ande neles, em até 2 minutos você vai ouvir um plim-plim da campainha de uma bibicleta que, sempre, virá atrás de você. Também nos semáforos, só me atrevi a atravessá-los no vermelho do pedestre acompanhando minha cicerone quando esta estava mais arrojada, e em uma das vezes não escapamos de uma buzinada uns segundos depois de termos atravessado e já estarmos a salvo na calçada: o motorista simplesmente quis registrar que nos viu :)
Ah, não fotografe alemães sem autorização. Na foto abaixo devia haver uma alemã saindo do arco
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mas ela estava tão longe que achei que não ia se importar… que nada, veio reclamar e apaguei a foto. Sorte ela não ser bonita nem nada, muito pelo contrário, e a foto ficou melhor :)
A foto foi feita num parque: a cidade é repleta de áreas verdes, parques e pequenos jardins, quase sempre com um play-ground para as crianças.

O transporte público é bastante abrangente, há metro, trem, e ônibus para todo quanto é canto, o resto se faz a pé e de bicicleta (pareceu-me que todos têm uma). Ah, e para as crianças há o ‘roler’, nosso patinete. Quanto ao transporte ferroviário é quase preciso um curso para utilizá-lo, pois você tem que comprar o bilhete numas máquinas com um incrível menu com várias possibilidades, e como o bilhete não é autenticado na entrada você fica sujeito à fiscalização, que se o flagrar com o bilhete errado, ou sem ele, não tem conversa, é uma bela multa.

Em Hamburgo bebe-se cerveja como beberiamos no Brasil se houvessem tantas e tão boas e tão baratas. Há para todos os gostos, e ocasiões são todas. Nos pequenos ‘kioskes’, equivalentes aos nossos mercadinhos, há sempre um refrigerador com Erdingers, Franziskaners, Jevers, e outras tantas… em um deles paguei por uma Franziskaner o mesmo que por um refrigerante.
Claro, isso causa seus problemas: não raro cruzei com jovens completamente bêbados na Reeperbahn… bem, mas isso tem em todo lugar.

Ah, a Reeperbahn e adjacências têm muito movimento noturno, com algumas casas de show, teatro, e muitas boates, aquelas fechadas com um porteiro… bem, puteiro é o nome certo. Em uma travessa há profissionais na rua que são, digamos, bastante agressivas, basta passar perto para elas te abordarem e perguntar se você não quer up stairs. E em uma das travessas, completamente fechada por tapumes, e que só entrei pelo interesse na pesquisa socio-antropológica, as mulheres ficam expostas em vitrines com pequenas janelas para a negociação. Como era uma segunda-feira um tanto fria, o lugar estava vazio e tive a impressão que uma delas fazia tricô… se sim, escondeu rapidinho quando me aproximei. É esquisito, sente-se em um supermercado humano, mas, pensando bem, só é uma mudança na forma, o princípio é o mesmo das meninas que ficam na rua ou nas boates.

E isso tudo compartilhando por alguns dias o cotidiano do Valcir, da Isabel, da Adara e do Phellip, que me ajudaram a conhecer a cidade e me deram o prazer de desfrutar com eles diversos momentos felizes. Para eles vai aqui meu muito obrigado, e abrigado :)
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Categories: Cotidiano, Hamburgo, Turismo