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Arquivo de maio, 2009

O Orkut é brasileiro.

27, maio, 2009 2 comentários

Ou “‘O Orkut não é europeu”.

Na Europa, em algum momento, notei que ao acessar páginas do Google – o gmail ou a home da busca – não me era oferecido o link para o Orkut na linha de links no topo da página.
Desconfiei que tinha algo a ver com a minha localização no momento, já que também os links patrocinados estavam, digamos, localizados, pois todos, mesmo na busca de uma palavra em português, eram sites locais (e não me eram úteis).

E, realmente, aqui no Brasil voltei a ganhar o destaque para o Orkut na linha de links.

Que o Orkut pegou por aqui pra valer já sabiamos, mas também parece que o Google desistiu de outros mercados para ele.

Categories: Internet, Tecnologia

Twitter útil no mundo real

26, maio, 2009 2 comentários

Ia deixando passar: o Twitter me ajudou a encontrar um posto de gasolina onde ganhei uma ducha para o carro ao abastecê-lo – ele estava limpo mas cheio de poeira, só precisava uma água; e eu, economizar uns trocados.

Obrigado, Sergio :)

Categories: Cotidiano, Tecnologia, Twitter

Jana Nitsch

22, maio, 2009 3 comentários
Altona, Hamburgo

Numa praça, junto à Isabel e ao Phellip, ouvi o som de um acordeão… uma garota o tocava.

Normalmente não fico ouvindo ostensivamente para economizar moedas, e lá ainda mais, que já que as moedas eram euros :)

Mas não resisti quando ela começou a cantar… logo comprei um CD (independente) e fiquei lá, ouvindo-a, por uns bons 20 minutos.

Ela canta conduzindo o instrumento maior que ela como se ele fizesse parte de seu corpo miúdo, e, juro, não fosse a lei da gravidade garanto que ela flutuaria, pois dançava sentada num banquinho da praça.

Capa do CD - Jana

Capa do CD - Jana

E sua voz, como sinto com Piaf, não parece lógica sair de tão pequeno instrumento – ela própria.

Logo estava rodeada, o chapéu encheu de moedas e o estoque de CDs se foi (ufa, já tinha comprado o meu). Até o Phellip, que tem perto de 7 anos, ficou lá comigo, quieto, ouvindo-a.

Como não entendo de música só me arrisco a classificar, sem errar, como world music, e as que ela interpretou na praça me lembram músicas irlandesas.

No nosso claudicante inglês perguntei a ela se não tinha um site ou perfil no myspace, ela disse que não… reclamei e ela explicou que seu negócio eram small places.

Como se ela continuar tímida poucos vão conhecê-la, e não achei nada no youtube, compartilho trechos de duas músicas que ela interpretou naquele dia. Ouvindo-as agora posso dizer que não têm mixagem ou edição, foi isso que ouvi ao vivo, talvez até melhor.

Trecho: Hey Little Sister – letra de Jewel.
Trecho: Fly

Categories: Hamburgo, Música

Fumar na Europa

21, maio, 2009 2 comentários

Cigarro por lá é muito, mas muito caro… o país mais barato, tendo o Marlboro como referência, é a Espanha, onde custa 3,25€, e os mais caros França e Alemanha, onde a caixinha custa mais do que 4€, sendo que na Alemanha a embalagem tem 17 cigarros… não 18, nem 20, mas 17! Vai entender…

E não se vende, facilmente, cigarros para menores: na maioria dos lugares as máquinas de venda automática têm que ser desbloqueadas pelo estabelecimento (controle remoto em Portugal e na Espanha ou por um cartão, na Alemanha). Em Paris quase não comprei pois havia meu estoque de brasileiros :)

Para os inveterados preocupados com a iminente lei que nos proibirá de fumar em lugares fechados aqui em São Paulo, não é o fim do mundo: lá já é assim*, e acostuma-se a ocupar as mesas nas calçadas ou sair para fumar seu careta sossegado. No inverno lá é que deve ser duro, mas aqui?

* só na Espanha, ao menos em Cádiz e Setenil, encontrei estabelecimentos – bares e até restaurantes -  onde o fumo é permitido: estes ostentam uma placa azul do lado de fora para avisar a clientela. Em Hamburgo encontrei mais um, mas acho que fumar cigarros era tão permitido quando fumar as outras coisas que fumavam lá ;)

De uma forma geral os fumantes e não-fumantes convivem bem, e o preço e as restrições acabam desestimulando o tabagismo, que é o caminho que deveremos adotar cada vez mais por aqui.

Categories: Cotidiano, Turismo

Superstições na prática

21, maio, 2009 Sem comentários

Hoje, desastrado como sempre, derrubei uma colher no chão do restaurante enquanto matava a vontade do nosso Arroz-Com-Feijão (assim, com maiúsculas, pois fazia mais de mês que não comia isto).
Enquanto eu a apanhava, uma garota na mesa ao lado comentou: “Na minha família se diz que quando uma colher cai no chão é sinal de que vai aparecer uma mulher…”
Voltei ao meu prato e à Piauí atrasada, supersticioso como nunca, para ver se a maré muda :) . Mas dali a alguns instantes minha vizinha de mesa me interrompe, orgulhosa, “Você viu? Acabou de entrar uma mulher!”

Não, não vi, mas compreendi que o que a superstição diz é que vai aparecer uma mulher no lugar onde caiu a colher, não para quem a derrubou ;)

Uma variação desta superstição reza que quando uma faca cai no chão quem é atraida é uma desgraça, e para neutralizar é necessário pegar imediatamente a faca e fazer, com ela, 3 riscos no chão.

Na última vez que presenciei uma ocorrência desta foi uma de minhas irmãs quem a derrubou, enquanto lavava a louça que eu enxugava… para afastar o mau agouro ela rapidamente fez lá os 3 riscos, e o último deles me acertou um dedo do pé e fez um aqueles cortes bem finos, que demoram a estancar.

Logo, superstições funcionam, mas quando me interessam, não correspondem;  quando não me interessam, além de funcionarem, sobra pra mim :)

Categories: Cotidiano

Setenil de Las Bodegas

21, maio, 2009 5 comentários

Se um dia te mandarem a Setenil procurar uma casa branca, desista: todas as casas são brancas! O ayuntamento pertence ao que chamam por lá de ‘Ruta Arqueologica de Los Pueblos Blancos’ e, por lei, as casas têm que ser pintadas de branco.

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É assim, parece um comercial do Omo.

No centro do povoado muitas casas e comércios são incrustados nas paredes rochosas, que são escavadas e depois muradas onde necessário. 

Algumas têm apenas um muro: a parede da fachada.

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E, bem no centro, paralela a Calle Cuevas del Sol, está a Cuevas del Sombra, completamente coberta pelas rochas:

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Setenil também foi ocupada pelos mouros, e sua herança sofreu o mesmo processo de, digamos, assimilação pelos católicos: o castelo virou igreja e os muros foram incorporados à arquitetura da cidade.

Hoje vive principalmente da agricultura, notadamente o cultivo de oliveiras, d’onde extraem azeite e produzem sabonetes e outros produtos. Há algum movimento turístico, mas em hordas diurnas: só há um hotel na cidade e os turistas normalmente se hospedam em Rota, uma cidade maior mais próxima, e fazem uma excursão por lá.

Bem, como meus dois avós paternos vieram daqui, metade de meus genes têm cá sua origem… Certamente o da calvíce: um terço dos homens é calvo, um terço usa boné, e o resto acho que eram turistas :)
Quanto ao temperamento não sei, a minha passagem por lá foi muiiiito rápida e não deu para brigar com ninguém, então fica para uma próxima expedição.

E por falar em parentes, com a ajuda do primo Ermínio que me deu um endereço, encontrei alguns do lado de minha vó. Gente simples e boa, cheguei lá de surpresa e fui bem recebido; e dá-lhe gastar portunhol para nos entendermos e tentarmos restaurar um pouco da árvore genealógica de uma família que se separou na década de 1920. Foi, como outros momentos desta viagem, emocionante e inesquecível.

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E o último álbum, para finalizar a aventura…

De volta a Sampa

21, maio, 2009 4 comentários

Aeroporto confuso, taxista que resolveu poupar 5 minutos pelo trânsito caótico da manhã paulistana a custas da minha adrenalina, balconista do pão de queijo que “hoje não estava tendo” o recheio que eu queria, expresso forte e mal tirado, rádio via frequência modulada noticiando CPI, Extra barulhento, comercial com bife com direito a farinha e molho de pimenta.

Voltei para o lugar certo, não tem igual :) Acreditem, estava com saudades!

Categories: Cotidiano

Cádiz – algumas notas

20, maio, 2009 2 comentários

Bem, cheguei a Cádiz com duas idéias que se mostraram erradas: a de que era a cidade natal de meus avós, e a de que era uma cidade pequena.
A cidade natal é Setenil de las Bodegas – esta sim minúscula; e Cádiz não é nada pequena… claro, não se compara às outras cidades que visitei, que são capitais ou grandes portos, mas tem mais de 100.000 habitantes.
A cidade preserva bem seu centro histórico – se expandiu para os lados – e tem uma bela orla, com praias boas para banho e hoteis maiores.
A sede da Universidade de Cádiz é lá e possui diversos campus na cidade; e tem Burger King,  Mc Donalds, e sua cópia

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Há um intenso movimento no comércio na parte histórica, alimentado não só pelos turistas, mas por gente de lá; e caso algumas das ruas com as lojas mais chiques, como Zara e quetais, fossem cobertas, ficaria como a um shoping de São Paulo.

Tem vários restaurante e bares, muitos deles livres para fumar (ah, eles anunciam isto na porta)… pensei em me mudar para cá e abrir um, mas já tem o

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Categories: Cádiz, Turismo

Cádiz – outro museu

20, maio, 2009 Sem comentários

Eu perdi o papel onde anotei o nome :( Mas é um museu ligado à igreja, pois o mesmo bilhete (4 euros) dá direito ao museu e à Catedral.

Maior destaque para mim foi a Cabeza de San Pedro de Alcântara: é a cara de meu avô :)

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Categories: Cádiz, Turismo

Cádiz – Catedral Nova

20, maio, 2009 Sem comentários

Aqui as fotos de uma visita à Catedral Nueva de Cádiz, um belo templo da época que Cádiz era a porta de entrada das mercadorias vindas da América.

Barroca-academicista-neoclásica

Siglos XVIII-XIX

En 1722, poco tiempo después de convertise la cuidad en cabecera del monopolio comercial americano, comenzavan las obras de la nueva catedral según  diseño del arquitecto Vicente Acero, que concibió un gran templo de formas plenamente barrocas, con un dinamismo poco usual el lá arquitectura hispánica. La complejidad de las obras, que se prolongaram durante más de un siglo, hizo que se sucediesen distintos maestros, Gaspar y Torcuato Cayón, Miguel de Olivares, Manuel Machuca, Juan Daura y Juan de la Vega, que adptaron el diseño a los nuevos gustos academicistas y neoclásicos. El interior cobija numerosas obras artísticas, entre ellas la custodia del Corpus, realizada el los siglos XVII y XVIII. Desde la Torre de Poniente puede contemplarse una hermosa vista de la ciudad.

Categories: Cádiz, Turismo