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Arquivo da Categoria ‘Cinema’

Mexeu com Paris… Texas,

4, julho, 2014 Sem comentários

mexeu comigo :-)

Quebrando longo silêncio, li agora em um blog que acompanho o seguinte post:

Bem, nem vou olhar os comentários, muito menos arriscar polemizar lá, mas não resisto a informar que

- Paris, no Texas, só aparece no filme em uma velha foto, e por uns 4 segundos,

- no Peep Show (a cabine…), quem vê é o homem, não a mulher. E ele, normalmente, não está lá pra conversar. Nem o Travis.

Mas, bem, depois da última lista dos Melhores 100 filmes de todos os tempos que andaram divulgando, sem Paris… Texas entre [qualquer número de 1 algarismo] primeiros, não espero muita coisa.

Em tempo, o post foi para a trilha, que é maravilhosa. Reproduzo aqui.

Categories: Cinema, Música

À prova de morte

2, agosto, 2010 Sem comentários
Sensacional!

As doses de diálogos, sangue e surpresas que a gente espera que um bom Tarantino. E neste ele caprichou no último quesito, com reviravoltas que me deixaram com a impressão de ter assistido a dois filmes em uma só sessão.

Ajudou também a ótima escolha das oito atrizes e a caracterização bem detalhista das personagens, dos pés às bocas.

E, de lambuja, mata saudades de perseguições de muscle cars.

Só vendo.

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Categories: Cinema

Vidas que se cruzam

22, abril, 2010 1 comentário
cruzam Boa estréia do Guillermo Arriaga como diretor, num drama denso e irriquieto, que consegue segurar o mistério quase até o final.
E, como roteirista, se “Babel” era um quebra cabeça, este está mais para um cubo mágico: vamos vendo as cores se agrupando e, quando resolve um lado, os outros são revelados, no tempo e no espaço.

As atuações também ajudam: de certa maneira a escolha da Kim Bassinger e da Charlize Teron ajudou na percepção da história, duas lindas e ótimas atrizes se mostrando sem retoques, num momento em que a segunda meio que ocupa o lugar da primeira no cenário cinematográfico.

O título em português não ajuda muito, mas depois que descobri que ele são criados como são feitas as salsichas, não espero muito (leia na Piauí).

No IMDb.

Categories: Cinema

À moda da casa

18, abril, 2010 Sem comentários
Misture bem uma sucessão de lugares comuns a uma comédia de erros amorosos mais do que batida.

Despeje à mistura uma porção que chegue de personagens estereotipados e distribua tudo uniformemente num roteiro mal ajambrado previamente untado.
Cozinhe por longos 1h51 minutos ou até que você durma, que foi o meu caso.

Só se salvaram algumas interpretações de atores arroz de festa em filmes do Almodóvar, então dá pra se divertir depois da sessão lembrando os filmes dele onde atuaram.

Indigesto, mas deu para digerir o almoço do Sujinho durante a soneca ;)

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Categories: Cinema

Preciosa

6, março, 2010 Sem comentários
preciosa_2 Da próxima vez que for assistir a um filme para desanuviar, escolho um e vou em outro.

Nem tenta fugir do óbvio de problemas/superações que já vimos em tantos filmes do tipo e inova um pouco ao ser um tanto mais cru na exibição dos problemas e um quanto mais realista nas superações. Não saí com as esperanças renovadas, mas lembrando que, como a fé, tem horas que só ela dá um alento.

Deu pra ver também que minha cultura pop está em baixa: Mariah Carey? Lenny Kravitz? Nem vi…

Num Oscar em tempos de Obama, se bobear crava melhor atriz e melhor atriz coadjuvante.

Categories: Cinema

Um homem sério

26, fevereiro, 2010 Sem comentários
poster-43 Se houvesse como, Larry Gopnik – o homem sério -  poderia pôr os Irmãos Coen na justiça, por Danos Existenciais.
Humor negro do início ao fim, num crescente não pela intensidade, mas sim pela constância. Depois de um certo ponto comecei a esperar… ou melhor, torcer para que o Gopnik entrasse em uma loja de armas, para um fim a la Columbine…

Ah, perdi um pouco por não ser judeu… os góis não entendemos uma série de referências.

De certa forma, o filme serve para colocar nossa vida em perspectiva.

Duvido que ganhe o Oscar… muito Sundance.
Categories: Cinema

Sherlock Holmes

9, fevereiro, 2010 1 comentário
Ok, confesso que fui assistir com um certo preconceito, meu auto-argumento para topar o convite foi que não era um filme francês, afinal (estou de quarentena ;) ), mas depois que aceitei e me acostumei a ver um Sherlock dando e tomando porrada-porrada-porrada, como uma espécie Rambo com cérebro, no fim das contas acabou sendo divertido… e diversão é o que interessa :)

O roteiro é bem amarrado e, como em todo bom Sherlock, você sai com todos os mistérios didaticamente esclarecidos. A fotografia, com uma Londres devidamente escura e nebulosa, também está legal.

E pra quem gosta de House, não há como não sair com a impressão de ter assistido ele e o Wilson discutindo a relação em diversas situações entre o Sherlock e o Holmes.

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Nota melancólica: como nos velhos bons tempos fomos comentar o filme no Bar Balcão, que continua ótimo pra beber-comer-conversar (não necessariamente nesta ordem), mas desta vez, depois de muito tempo sem ir lá, notei que a barba do Barba – o tomador de conta de carros oficial lá da esquina da Tietê com a Melo, que era preta-petróleo nos já citados bons tempos, está ficando branca :( Ah, a inexorável marcha do tempo…

Categories: Cinema

Ervas Daninhas

7, janeiro, 2010 Sem comentários
Filme francês meio nonsense meio sem sentido – se bem que você não consegue saber bem onde começa um e termina outro – que acompanha a recíproca mas desencontrada atração obsessiva-maniaco-paranóica entre um casal aproximado por um fortuito furto.
Bem, o cartaz é bonito ;)

Recaída minha aos filmes franceses fruto do acaso e da chuva que não pára (ah, esse acento eu não deixo cair) nessa cidade.

Em cartaz em alguns cinemas de São Paulo.

No IMdB.
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Categories: Cinema

Lula, o filho do Brasil

6, janeiro, 2010 8 comentários

Em 10 de maio de 1958, Carolina Maria de Jesus escrevia o seguinte em “Quarto de Despejo. Diário de uma favelada”: “… O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.

Pode-se falar o que for sobre o Lula e seu governo, a média classe média do Sul e Sudeste pode esbraVejar do alto de sua indignação preconceituosa pouco esclarecida e muito manipulada; os analistas de plantão, bastante ouvidos apenas pela classe acima citada, podem dissecar todas as iniciativas e movimentos deste governo que certamente acharão erros, problemas, más condutas, na mesma medida que não enxergam, ou não divulgam, seus inversos.

Mas todos ão de convir que a trajetória de um nordestino que conheceu a pobreza e a fome e que viajou 13 dias em um pau-de-arara para, junto com sua família alicerçada pela mãe Dona Lindu, com seu bordão “Teima, é só teimar que dá certo”, salvar a vida em São Paulo, fez toda a diferença para os brasileiros mais pobres.

E é isto que o filme conta, acompanhando esta trajetória do nascimento em Garanhuns até a prisão do Lula e o enterro da D. Lindu em 1980. Sofre como qualquer filme que compacta 35 anos de história em duas horas, com alguns saltos no tempo que podiam ser melhor amarrados na minha opinião, mas ainda assim foram boas as escolhas dos fatos destacados, do elenco, e o cuidado na filmagem.

Irrita um pouco o merchand em excesso da Brahma, com guaranás e cervejas com os rótulos sempre visíveis, mas patrocínio é patrocínio… aliás, nos créditos iniciais, após o aviso ‘este filme não contou com nenhum incentivo fiscal, etc, etc’, a lista de patrocinadores parece uma carteira da Bovespa… Taí, podiam fazer um índice composto com as patrocinadoras do filme ;)
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Não é brilhante mas é um bom filme, e vale pra gente conhecer um pouco melhor a trajetória d’o cara :)

Sobre “Quarto de Despejo”: Carolina era uma favelada negra semi-alfabetizada que morava na favela do Canindé na década de 1950 com três filhos pequenos, sustentando-os na medida do possível como catadora de papel e, entre uma batalha e outra, escrevia um diário onde contou o cotidiano seu e da favela. Descoberta por um jornalista, conseguiu publicar um livro com fragmentos do diário abrangendo de 1955 a 1o de Janeiro de 1960. O livro foi um fenômeno de vendas e ela consegui realizar o sonho de ter uma casa de alvenaria. Publicou mais alguns livros, ficou conhecida mundialmente – foi tema de documentário na Alemanha – e finalmente morreu pobre e esquecida em seu país em 1977.
Do livro, em 28 de Maio de 1959: “… A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro.”

Aconselho a leitura para todos que querem conhecer um pouco da miséria e do que é passar fome sem ser nas dietas pré-verão ou nos jejuns pré-exame de sangue.

Aqui na Livraria Cultura, classificado com ‘infanto juvenil’!

É proibido fumar

16, dezembro, 2009 2 comentários

Instigante. Além do óbvio sobre os esforços da Baby para parar de fumar por conta do novo namoro, não dá aqui para eu contar a história que me faz classificar o filme desta maneira.

Misteriosamente arrisco: no geral usa um disfarce de comédia real leve e despretensiosa, um pouco mais notável para quem gosta de ver Sampa e o cotidiano do pessoal da Vila e adjacências. Mas o caroço da questã está no desfecho, que me fez sair com um sabor amargo de espanhol ofendido, e que só depois de uma reflexiva caminhada consegui, até certo ponto e forçando meu lado compreensivo, perdoar os personagens e os donos do filme, digerir o conflito, e entender, acho, a proposta.

Indico para quem acha que já fez tudo para salvar uma relação.

Uns detalhes interessantes:


- o Miklos atuando: só o tinha visto n’O Invasor. O cara é bom.

- ver o Paulo Miklos tocando samba numa churrascaria do Peréio.

- uma participaçãozinha da Pitty.

- uma das personagens tem um Vitara véio (tá, esse só vale pra mim :) )

- passar o filme sem fumar e me imaginando na situação da Baby ;)

- o mantra “O cigarro parece seu amigo, mas é seu inimigo”.


No imdb.

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Categories: Cinema