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Arquivo da Categoria ‘Sobre a vida’

O segredo do peru póstumo

4, janeiro, 2011 1 comentário

Taí, mais uma vez comprovo que o peru (ou chester, ou frangão, ou leitão, ou pernil… bem, qualquer ave ou corte ‘típico’ do fim de ano, exceto peixe) pós-festas fica melhor que o das ceias. Sem fotos porque não sobrou nada, uma receita rápida:

Peru póstumo
Ingredientes (tudo a gosto):
. aquele peru que foi parar na geladeira depois do almoço de natal ou 1o de ano,
. azeite,
. cebola,
. tomate,
. salsinha e cebolinha picados.

Modo de preparo:
. com as mãos limpas, dechave (ou dichave… há controvérsias… bem, você sabe o que fazer!) a carne do peru em pedaços, descartando os ossos.
. refogue a cebola com azeite, numa panela que caiba o peru dechavado.
. depois acrescente os pedaços do peru, mexa, e deixe uns minutos.
. despeje o tomate picado, deixa mais um tanto no fogo, e depois coloque um pouco de água, até cobrir a gororoba.
. deixe ferver em fogo alto até baixar um tanto a água.
. desligue o fogo e acrescente a salsinha e cebolinha, tape a panela e desencana uns minutos, até esfriar um pouco.

Aí regale-se com o resultado mais um resto de farofa ou arroz (este prato repele outros alimentos frescos).

E até outro fim de ano ;)

Umas fotos

2, janeiro, 2011 1 comentário

Das primeiras flores, e de 2011.

Categories: Sobre a vida

Renascendo…

29, novembro, 2010 1 comentário

após sobreviver a algumas intempéries e contratempos devidamente tratados com reações superdimensionadas, como me é típico.

Mesmo sem fome, estreei hoje o fogão e a hitech coifa eletrostática, com comida de mãe com cebolinha e manjericão obtidas diretamente dos vasos :)

Em breve mais e frequentes posts.

Categories: Cotidiano, Sobre a vida

Delírios febris

27, maio, 2010 2 comentários

Aos 39° de febre não se dorme, espera-se desmaiar.

Precauções do Tenys Pé Baruel no Futuro do Presente:

PRECAUÇÕES
Manterás fora do alcance de crianças. Não usarás se a pele estiver irritada ou lesionada. Usarás somente nas áreas indicadas. Não aplicarás em calçados. Caso ocorra irritação, suspenderás o uso. Conservarás em lugar seco e fresco.

INFLAMÁVEL
Não pulverizarás perto do fogo. Não perfurarás nem incinerarás. Não exporará a temperaturas superiores a 50 graus C. Protegerás os olhos durante a aplicação. Evitarás a inalação deste produto.

Parece bem mais efetivo, não? Deviam adotar.

Será que há ligação com o fato de eu estar me preparando para ser padrinho de batismo???

Na última noite, esta imediatamente antes da gripe, sonhei que ia a um médico e ele reclamava dos tempos modernos. Ele era o Fernando Pessoa.

Hoje, já irritado com o baquear da gripe, no térreo de um prédio perto do West Plaza, no fuzuê da hora do almoço uma moça  repetia esganiçadamente para os amigos “Go west?”, “Go west?”, “Go west?”, “Go west?”… Oooo, quase que eu mostrei para ela onde eu achava que era o uésti.

38° e 1/2

Suando, remédio fazendo efeito. Há algumas horas minha irmã me orientou a tomar 30 gotas de Novalgina, que eu achava que tinha… troquei por 3 aspirinas. Tá ajudando. “Preciso de verdade e da aspirina.“*

Manchete da Ilustrada de hoje: “Varejão no atacado” Reforma vai, reforma vem, e a Folha continua imbatível nos trocaralhos dos cadilhos.

Termômetro analógico, de mercúrio: 1/4 do preço de um eletrônico e não faz barulho. Adoro objetos silenciosos.

Made in China. Claro. O que não é?

Quando era pivete, adorava quando um termômetro destes quebrava: a gente ficava brincando com o mercúrio na mão. Hoje se isso acontece os pais vão presos, com direito a reportagem no… no…  no… Aqui Agora ainda existe? Bem, num telejornal (!) equivalente.

Sob os critérios de hoje, as crianças nascidas antes da década de 90 não passariam dos 10 anos.

38°!

Chega.

* Álvaro de Campos

Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sistema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Dói-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor.
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.

Adeus para sempre, rainha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.

Excusez un peu… Que grande constipação física!
Preciso de verdade e da aspirina.

Categories: Cotidiano, Sobre a vida

Los tres amigos

12, março, 2010 2 comentários
Em 86 ou 87, eu, o Valcir, e o Boys, em alguma andança ou em algum boteco, nos apelidamos de Los Tres Amigos… pela não ocasional ordi éramos, respectivamente, o Laerton, o Angel Villa, e o Glauquito.
Os dois fugiram, um menos, outro muito mais, desta perigosa São Paulo e adjacências, mas declaro por eles também que estamos, os três e este blog, em luto. Morte besta.
los3amigos_174
Categories: Sobre a vida

La vie en rose

6, fevereiro, 2010 1 comentário
Categories: Sobre a vida

Testando Edu 2.0

18, janeiro, 2010 3 comentários

Voltando pra casa, subindo a Rebouças, o carro grita:

- Tec tec tec…

Continuo, na esperança de que fosse algo solto e que, como que por mágica, o problema pararia:

- Tec tec tec tec tecccccccccccccccccccccc…

Insisto, mais um esforço:

- Teccccccccccccccccccccc Teccccccccccccccccccccc Teccccccccccccccccccccc

Fumaça, muito cheiro de queimado, luz do óleo acende… consigo encostar em frente à futura estação Oscar Freire.

Teeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeec. (o carro) Cof cof cof. (eu)

Na boa.

Ligo pro seguro… previsão, 90 minutos. Na boa, obrigado moça.

Chega o Toninho do guincho e vou pra casa de caminhão, eu, ele e a esposa conversando tranquilamente sobre eu ser o 16 atendimento do dia… eu pensando faz parte, carro véio é isso mesmo. Na boa.

O carro esfriou, deu pra pôr na garagem, o Toninho ganhou uma cerveja. Depois eu resolvo.

Na boa.

Teste número 1: carro enguiçado no trânsito. Aprovado!

;)

Categories: Cotidiano, Sobre a vida

Edu 2.0

17, janeiro, 2010 8 comentários

Em 2009 vivi a irresistível necessidade e o questionável privilégio de promover o período sabático que termina agora. Um tempo para descompressão, seguido de uma fantástica viagem até minhas origens nas cavernas, e depois uma grande fase de reinvenção e revisão de conceitos e de modo de vida.

Foi como eu rodar Windows e precisar de um reinício para instalar uma nova versão, e nesse processo rever todo meu registry, limpar arquivos desnecessários e fazer um defrag no meu HD, além de rodar um anti-vírus e implantar mais algumas regras no firewall. Claro que teve quem me sugerisse, a seu modo, passar a usar Linux e evitar alguns problemas, mas seria trabalhoso demais e, a meu ver, eu não precisava de uma mudança radical no kernel, mas apenas uns ajustes periféricos e no ambiente e um upgrade.

Vou pôr à prova esse Edu 2.0 daqui em diante e espero obter um bom desempenho e poucos problemas, mas como não sou bobo nem nada já me instalei o Bugzilla e um bom CVS para não perder o controle da evolução do sistema :)

Resumindo, agora ando mais devagar e carrego mais sorrisos, porque percebi que tinha muita pressa e que já havia chorado demais.

Tocando em Frente - Almir Sater e Renato Teixeira

Boa sorte pra mim ;)

Categories: Sobre a vida

Lula, o filho do Brasil

6, janeiro, 2010 8 comentários

Em 10 de maio de 1958, Carolina Maria de Jesus escrevia o seguinte em “Quarto de Despejo. Diário de uma favelada”: “… O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora. Quem passa fome aprende a pensar no próximo, e nas crianças.

Pode-se falar o que for sobre o Lula e seu governo, a média classe média do Sul e Sudeste pode esbraVejar do alto de sua indignação preconceituosa pouco esclarecida e muito manipulada; os analistas de plantão, bastante ouvidos apenas pela classe acima citada, podem dissecar todas as iniciativas e movimentos deste governo que certamente acharão erros, problemas, más condutas, na mesma medida que não enxergam, ou não divulgam, seus inversos.

Mas todos ão de convir que a trajetória de um nordestino que conheceu a pobreza e a fome e que viajou 13 dias em um pau-de-arara para, junto com sua família alicerçada pela mãe Dona Lindu, com seu bordão “Teima, é só teimar que dá certo”, salvar a vida em São Paulo, fez toda a diferença para os brasileiros mais pobres.

E é isto que o filme conta, acompanhando esta trajetória do nascimento em Garanhuns até a prisão do Lula e o enterro da D. Lindu em 1980. Sofre como qualquer filme que compacta 35 anos de história em duas horas, com alguns saltos no tempo que podiam ser melhor amarrados na minha opinião, mas ainda assim foram boas as escolhas dos fatos destacados, do elenco, e o cuidado na filmagem.

Irrita um pouco o merchand em excesso da Brahma, com guaranás e cervejas com os rótulos sempre visíveis, mas patrocínio é patrocínio… aliás, nos créditos iniciais, após o aviso ‘este filme não contou com nenhum incentivo fiscal, etc, etc’, a lista de patrocinadores parece uma carteira da Bovespa… Taí, podiam fazer um índice composto com as patrocinadoras do filme ;)
lula_o_filho_do_brasil_xlg

Não é brilhante mas é um bom filme, e vale pra gente conhecer um pouco melhor a trajetória d’o cara :)

Sobre “Quarto de Despejo”: Carolina era uma favelada negra semi-alfabetizada que morava na favela do Canindé na década de 1950 com três filhos pequenos, sustentando-os na medida do possível como catadora de papel e, entre uma batalha e outra, escrevia um diário onde contou o cotidiano seu e da favela. Descoberta por um jornalista, conseguiu publicar um livro com fragmentos do diário abrangendo de 1955 a 1o de Janeiro de 1960. O livro foi um fenômeno de vendas e ela consegui realizar o sonho de ter uma casa de alvenaria. Publicou mais alguns livros, ficou conhecida mundialmente – foi tema de documentário na Alemanha – e finalmente morreu pobre e esquecida em seu país em 1977.
Do livro, em 28 de Maio de 1959: “… A vida é igual um livro. Só depois de ter lido é que sabemos o que encerra. E nós quando estamos no fim da vida é que sabemos como a nossa vida decorreu. A minha, até aqui, tem sido preta. Preta é a minha pele. Preto é o lugar onde eu moro.”

Aconselho a leitura para todos que querem conhecer um pouco da miséria e do que é passar fome sem ser nas dietas pré-verão ou nos jejuns pré-exame de sangue.

Aqui na Livraria Cultura, classificado com ‘infanto juvenil’!

Sutilmente

15, dezembro, 2009 1 comentário

Um dia ganhei da Vivi um violão, que nunca me empenhei em aprender. Anos depois, depois deste violão passar por poucas e boas, acabei devolvendo-o. Se tivesse aprendido, uma das músicas que tocaria – à beira da fogueira, com os amigos – seria essa, que não parece nada complicada e tem refrão para todo mundo cantar junto.

Sutilmente - Skank

Samuel Rosa / Nando Reis

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti
Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti

Ando musical ;)

Categories: Música, Sobre a vida