Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Tecnologia’

Jeitinho brasileiro

19, maio, 2010 Sem comentários

Ativando um modem 3G numa revenda de uma operadora de telefonia móvel em Sampa, após passar por todo o processo de cadastramento o sistema implicou com meu nome e caí numa tal de ‘verificação de 2o nível’, o que tornou necessário o telefonema de um atendente da empresa para alguém em um telefone obrigatoriamente fixo confirmar que eu existo.

Well… ninguém em casa, sem fixo profissional na minha atual vida autônoma, não tinha jeito e sugeri que adiassemos para a manhã seguinte a tal confirmação, aí ficaria de plantão em casa.

Mas para garantir a compra a vendedora invocou o São Jeitinho:

- Seu celular começa com 6?
- Não…
- Que pena… o sistema da operadora é meio burro e entende que 6 pode ser fixo… peraí.

E foi conversar com as colegas até que achou uma com um celular 6-qualquer coisa.

Deixei tudo na mão dela e voltei depois de uns 15 minutos, depois que ela virou minha irmã e confirmou minha existência e endereço através do celular da colega.

E no final este post só foi possível graças ao jogo de cintura da moça ;)

Categories: Cotidiano, Internet, Tecnologia

Interfaces II

4, fevereiro, 2010 6 comentários
O responsável pelo layout de um site que estou testando certamente achou que era uma boa ideia dispor em ordem alfabética as teclas do teclado virtual para a senha… mas, sinto dizer, foi má: tenho 4 letras na minha senha e fico catando milho toda vez que preciso entrar no serviço.
Teclado virtual é teclado também, não é genial não ser QWERT.
image


image


Que nem o infeliz que bolou a calculadora ao lado (brigado, Beto, ela faz contas :) ), que deve ter acordado um dia pensando “Hoje eu vou me superar e reinventar a calculadora!” ;)
Categories: Cotidiano, Internet, Tecnologia

Interfaces

3, dezembro, 2009 3 comentários

Em meados da década de 80 do século passado (uau, como esta frase envelhece a história!) os bancos iniciavam a implantanção do auto-atendimento, e especificamente no Banco do Brasil o que havia de ‘auto’ era um terminal muito simples, parecido com uma máquina de escrever elétrica IBM com um display de cristal líquido e uma pequena impressora acoplada, que só servia para o cliente, após informar os dados – acho que nem havia cartão magnético – obter um extrato ou saldo impresso.
Como era novidade e era desejado substituir a cultura da boca do caixa para o auto-atendimento, os caixas eram instruídos a, quando o cliente solicitasse algo disponível no terminal, solicitar a ele que fosse até lá e se virasse sozinho.

Nesta época minha irmã, que era caixa no Banco do Brasil da Penha que ficava numa rua repleta de lojas bem no centro comercial e estava acostumada a atender os donos das lojas que iam depositar a féria do dia e controlar a conta, um dia atendeu uma senhora que queria um extrato da conta da loja do marido que estava doente e não podia ir ao banco, coisa que ela não costumava fazer. Como era apenas um extrato, minha irmã a orientou a ir ao terminal e voltou ao trabalho. Uns bons minutos depois a mulher volta, com lágrimas nos olhos, envergonhada, pedir ajuda pois não havia conseguido se comunicar com a maldita máquina e, poxa, precisava do extrato.

A Vivi me contou esta história ainda em meados da década de 80 (uau, como esta frase me envelhece!) e aí quem ficou com lágrimas nos olhos fui eu, imaginando a impotência da senhora, provavelmente uma dona de casa eficaz operadora de diversos aparelhos da vida doméstica, incapaz ante a um ininteligível aparelho da era da informática.

De alguma maneira esta história me ficou marcada – me emociona até hoje – e me orientou na vida profissional, quando em algum momento comecei a trabalhar na área de produtos e me embrenhei em definir interfaces de programas com o usuário, o fazia sempre lembrando que um ser humando desacostumado com operar computadores ocasionalmente precisaria utilizá-lo.

Eu não costumo ter problemas para conversar com máquinas – meu último foi com uma máquina no Metrô Sé, que me roubou as últimas moedas e a lata de Coca-Cola Zero. Os aparelhos e programas são em número limitado, normalmente vem com manuais, e os conceitos que norteiam as definições de interfaces com o usuário são públicos e compartilhados.

Meu dicionário define

interface

s. f.

1. Inform. Dispositivo (material e lógico) graças ao qual se efetuam as trocas de informações entre dois sistemas.

2. Didát. Limite comum a dois sistemas ou duas unidades que permite troca de informações.

3. Por ext. Interlocutor privilegiado entre dois serviços, duas empresas, etc.

que amplio resumidamente com “disponibilização organizada, e desejavelmente amigável, de sinais e métodos que informam e orientam o interlocutor a como perguntar e obter sua resposta.”

E isso tudo funciona muito bem, obrigado, com as diversas máquinas e softwares que tenho que acessar no dia-a-dia (exceto a máquina que me roubou a Coca-Cola!), pois há todo o conjunto de costumes e regras que orientaram quem definiu as interfaces e me orientam quando preciso utilizá-las.

Mas nestes últimos reclusos dias tenho pensado mesmo é nas interfaces entre as pessoas, considerando que são basicamente comunicações, que ganharam muito em possibilidades e complexidade nos últimos tempos.

Quando nos comunicamos queremos dizer algo aos outros e obter respostas – lembre-se que até um aplauso ou uma vaia são respostas – e há uma organização, uma etiqueta, que rege e permite esta interação, esta interface entre pessoas.

Mas pessoas têm uma variedade que beira o infinito, não vem com manual, nem sempre obedecem as mesmas regras de comportamento que as outras, e nem sempre dão a resposta que esperamos, quando dão. O que torna acessar esta interface algo um tanto mais complicado do que quando com as máquinas.

Agora então, com todas as facilidades modernas, que, mais do que em qualquer outro aspecto da vida, sofisticaram as comunicações entre pessoas com a telefonia e internet e seus inúmeros meios e recursos possíveis de interação, criando ainda mais variáveis a serem consideradas na hora de entabular, ou tentar, uma comunicação com outras pessoas, às vezes me vejo perdido.

É que são hoje tantas as possibilidades e combinações para enviar e receber informações que eventualmente, como a senhora que chorou no terminal, não consigo me entender com elas e desisto.

Categories: Sobre a vida, Tecnologia

As suíças do Isaac Asimov

16, outubro, 2009 Sem comentários

Navegando na insônia, achei uma inspiração retroativa para minhas suíças!

Isaac_Asimov Isaac Asimov, que podia até ser garoto propaganda! asimov_trs_1_large

Este post foi patrocinado por Dormibem. Dormibem, não passe a madrugada fazendo posts ridículos. Tome Dormibem e durma… ;)

PS pros nerds com mais de 30: a propaganda é de 82, de um TRS-80.

Tecnologia pré-Real

7, julho, 2009 5 comentários

Hoje, em matéria sobre os 15 anos do Plano Real, no Jornal Nacional a máquina de etiquetar preços foi utilizada como símbolo da hiperinflação* pré-plano, com os repórteres abordando populares no mercado e mostrando o aparelho, ‘Você lembra daquela época???’.

Bem, realmente é marcante a imagem dos funcionários clec-clec-clec constantemente nos produtos, que subiam de preços diariamente, mas era bom! Pense no mal que a tecnologia causaria atualmente em uma economia com aquela taxa de inflação?

Veja só: a re-etiquetagem* de preços era um trabalho manual, unidade a unidade dos produtos, e o pessoal trabalhava durante a noite para poder sobrepor – sobrepor literalmente: as etiquetas ficavam umas sobre as outras :) – os preços até a abertura das lojas, e depois continuavam dia afora.

Com os códigos de barras atuais, displays eletrônicos de preços substituiriam todo este trabalho e o Diniz lá da mesa dele, com um clique, aumentaria todos os preços dos laticínios em 0,93%, e com outro a cerveja custaria mais 1,26%  em todos os supermercados dele ao mesmo tempo… claro, alguma proteção do governo não permitiria aumentos durante o dia, senão pirigava do produto colocado no carrinho no início da compra custar mais quando chegássemos ao caixa.

Portanto, a máquina de etiquetar, embora símbolo, não era lá tão do mal assim.

* já que consultei, compartilho:
Acordo ortográfico BASE XVI
Do hífen nas formações por prefixação, recomposição e sufixação
1o) nas formações com prefixos (como ‘hiper-’)… se emprega hífen nos seguintes casos… d) nas formações com os prefixos hiper-, inter-, super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.
:. hiperinflação.

b) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante…
:. re-etiquetagem.

MS – autossabotagem

9, junho, 2009 3 comentários

Essa é boa: passei pelo Windows Update  para atualizar o .net Framework e, após o inevitável reinício, meu IE simplesmente não consegue acessar apenas (até onde pude verificar) o site da Microsoft!

O Firefox, que beleza, o acessa sem problemas.

Vai entender…

Categories: Tecnologia

O Orkut é brasileiro.

27, maio, 2009 2 comentários

Ou “‘O Orkut não é europeu”.

Na Europa, em algum momento, notei que ao acessar páginas do Google – o gmail ou a home da busca – não me era oferecido o link para o Orkut na linha de links no topo da página.
Desconfiei que tinha algo a ver com a minha localização no momento, já que também os links patrocinados estavam, digamos, localizados, pois todos, mesmo na busca de uma palavra em português, eram sites locais (e não me eram úteis).

E, realmente, aqui no Brasil voltei a ganhar o destaque para o Orkut na linha de links.

Que o Orkut pegou por aqui pra valer já sabiamos, mas também parece que o Google desistiu de outros mercados para ele.

Categories: Internet, Tecnologia

Twitter útil no mundo real

26, maio, 2009 2 comentários

Ia deixando passar: o Twitter me ajudou a encontrar um posto de gasolina onde ganhei uma ducha para o carro ao abastecê-lo – ele estava limpo mas cheio de poeira, só precisava uma água; e eu, economizar uns trocados.

Obrigado, Sergio :)

Categories: Cotidiano, Tecnologia, Twitter

Simples detalhe…

15, maio, 2009 Sem comentários

Mudando um pouco de assunto, estou aqui ouvido a Rádio Eldorado e passou a campanha da ‘Totvs com vê no lugar do u’, com quase metade dela a Marília Gabriela explicando o ‘vê no lugar do u’.
E no site da empresa há o vídeo de uma campanha institucional… adivinha com o que termina? Explicando que é com vê no lugar do u :)
Num momento o narrador explica que a campanha, a com a Marília, vai mostrar ‘como simples detalhes, como o vê no lugar do u, podem fazer toda a diferença’.
Realmente, às vezes um simples detalhe pode custar tempo em campanhas explicativas. Sorte que não é o nome de um produto de consumo.

Bem, mas talvez tenha sido uma boa idéia, ao menos chama a atenção… ganhou este post, por exemplo ;)

Categories: Tecnologia

O pequeno Magalhães

10, maio, 2009 2 comentários

Na Feira do Livro encontrei um estande com o notebook para os miúdos portugueses, que está para ser adotado para todos os estudantes do 1o ciclo, o equivalente ao nosso primário (se é que ainda tem este nome…)

DSC_0418

É tão pequeno quanto parece, o monitor é de 7”, e parece robusto (é mais pesado que o meu de 10”). Na traseira há uma alça, para ser carregado como uma pasta pelas crianças…ops, miúdos. Segundo esta notícia custa 50 euros para o governo, menos do que os U$ 100,00 do que queriamos adotar no Brasil, e existe!

Ah, roda com Windows :)

Categories: Tecnologia