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Arquivo da Categoria ‘Lisboa’

Panteão Nacional – Lisboa

12, maio, 2009 2 comentários

O Panteão Nacional em Lisboa é o edifício onde estão instalados os túmulos de diversas figuras históricas de Portugal, como Dom Pedro IV (nosso I), Dom João IV, Camões e… Amália Rodrigues.

Faltou Fernando Pessoa, mas vá lá, vou lá amanhã.

Numa ala dedicada a políticos da Era Repúblicana de Portugal há um quadro com uma linha do tempo dos Chefes de Estado desde então, e Salazar não está lá, há apenas uma breve citação ao “Estado Novo” no texto explicativo ao lado.

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Não sou adepto de esconder o passado, creio que mais atrapalha.

Ah, lembrei-me agora que em 25 de Abril último estava uma celeuma por aqui, pois na cidade natal de Salazar, Santa Comba Dão, inauguraram uma largo com o nome dele. Justamente neste dia…

Categories: História, Lisboa, Turismo

Reforma ortográfica em Portugal

11, maio, 2009 6 comentários

Portugal não está nem aí para a reforma: todos os jornais e revistas aqui continuam sem nenhuma alteração, diferentes dos brasileiros (ao menos os grandes), que já a adoptaram. Também pudera, a quantidade de palavras afectadas aqui é muito, mas muito, maior do que as do Brasil que perdem tremas e outros acentos, além da bagunça do hífen.
E nem é preciso ler os jornais para perceber isso, basta ler os cartazes e placas nas ruas: as consoantes mudas estão em todo lugar.

E pensando melhor nisso agora, mergulhado no cotidiano aqui, só consigo ver uma utilidade prática para a reforma ortográfica: compatibilidade das palavras cruzadas! É isso: a reforma não passa de um lobby da Editora Ouro para poder dominar o mercado de palavras cruzadas nos países lusófonos! :)

Sério, por mais que uniformizemos a ortografia, aqui em Portugal continuarão a cuidar dos miúdos, comer o pequeno almoço, usar autocarro ou comboio para chegar ao trabalho, e ir à casa de banhos. Enquanto que aí continuaremos a cuidar das crianças, tomar café da manhã, pegar o ônibus ou trem, e ir ao banheiro. Está a perceber? – ah, nunca pensei que iria sentir saudades do gerúndio :)
Quanto à padronização de contratos, que foi o argumento que mais considerei até agora, nada que um dicionário legal de equivalências, ou notas de rodapé, não resolvam.

Ou seja, em cada país a língua sabe a seu modo… ou, em brasileiro, cada país tem a língua com seu sabor.

Categories: Cotidiano, Lisboa, Turismo

79a Feira do Livro de Lisboa

10, maio, 2009 3 comentários

O que fazer em uma manhã de domingo fria, absurdamente nublada, e com uma feira de livros a duas quadras de distância?
Arrisquei excesso de bagagem e lá fui…

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É assim ao ar livre, nas duas rampas do Parque Eduardo VII, e com barracas padronizadas; tudo muito calmo, sem mutidões.

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Categories: Lisboa, Literatura, Turismo

FEBEAPA em Portugal

10, maio, 2009 1 comentário

Stanislaw Ponte Preta, heterônimo de Sergio Porto, criou no Brasil da década de 1960 o FEBEAPA, Festival de Besteiras que Assola o País, pequenas crônicas cuja matéria-prima eram casos reais de asneiras produzidas, principalmente, por políticos, militares (bem,  naquela época militares eram políticos…) e funcionários públicos.
Casos como o do político mineiro que queria aumentar o comprimento das saias das mulheres com uma lei, ou do outro, não lembro de qual estado, que queria revogar a lei da gravidade… Bem, uma leitura atenta dos noticiosos daí certamente comprovarão que o FEBEAPA continua firme e forte.

E aqui em Portugal…

Diário de Notícias de 08 de Maio
Um professor foi suspenso por que um aluno, filho do presidente de Câmara da cidade, se machucou em uma aula de expressão dramática e “à revelia do docente”: o aluno fechou os olhos e correu contra uma parede.
O professor considera-se injustiçado e explica: “Trata-se do ‘Exercício de Confiança’, em que apenas um aluno de cada vez usa uma fita nos olhos e é posto à minha frente. Mando-o correr para mim a três ou quatro metros de distância, sob a minha voz e ao meu comando. E o Jõao Pedro, um dos primeiros a executar o exercício, fê-lo muito bem e gostou. Depois, enquanto eu estava a fazer o exercício com outro aluno e outros se encontravam à espera, ele foi fazer aquilo que não devia às minhas costas.”
Estou com o professor, afinal o menino precisava aprender a ter confiança em si mesmo.

Público de 09 de Maio
Portugal anda às voltas com uma polêmica alteração de última hora na lei de financiamento dos partidos políticos. Um artigo da lei foi alterado de tal forma que agora as campanhas podem gerar lucro para os partidos, visto que o dinheiro arrecadado de doações privadas não é debitado do dinheiro público que os partidos recebem, e as receitas, somado o público e o privado, podem superar as despesas.
Sobre o tema, o presidente da Câmara de Lisboa (não, não é o pai do caso acima, a cidade lá é outra…), António Costa, elucidou no programa Quadratura do Círculo da SIC-Notícias:
”A legislação sobre os partidos, para além do que é, é também o que parece ser. E, desse ponto de vista, esta iniciativa foi desastrosa. Porque aquilo que parece ser é aquilo que não devia ser. Já vi agora tentativas de explicação de que não é bem assim, mas a verdade é que o que parece é aquilo. E o que parece não devia ser.”
Bem… num programa com este nome cabe bem uma declaração que nos dá nó na cabeça.

PS: sobre o FEBEAPA do Stanislaw, recentemente foi lançada uma edição que soma os 3 livros que ele publicou  desta série. Na Livraria Cultura tem.

Ve*do – Lisboa

9, maio, 2009 Sem comentários

Aqui, como aí

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Categories: Cotidiano, Lisboa, Turismo

Lisbon Revisited

7, maio, 2009 1 comentário

Ora se não é ironia… assino um serviço gratuito chamado ‘Uma palavra por dia’, que me envia quase diariamente, por email, a história de uma palavra da língua portuguesa.

Hoje, justamente no dia que voltei à Lisboa, qual foi a palavra??? “Pessoa”!!!
Reproduzo abaixo:
A origem mais remota da palavra ‘pessoa’ é o grego ‘prósopon’ (aspecto) de onde passou ao etrusco ‘phersu’, com o significado de ‘aí’. A partir dessa palavra, os latinos denominaram ‘persona’ as máscaras usadas no teatro pelos atores, e também chamaram assim aos próprios personagens teatrais representados.

‘Pessoa’ é parente distante de palavras de origem grega originadas em ‘prósopon’ e seus derivados, tais como ‘prosopografia’ e ‘prosopopéia’.

O vocábulo latino – ‘persona’- conservou-se no português ‘pessoa,’, no galego ‘persoa’, no italiano e no espanhol ‘persona’, no inglês ‘person’ e também, ainda que com outro significado, no francês ‘personne’ (ninguém), entre outras línguas.

Um memorável filme de Ingmar Bergman, com Liv Ullman e Bibi Anderson, considerada a mais ousada e experimental desse diretor sueco, teve o título ‘Persona’, em referência à acepção latina do termo, que alude a máscaras e personagens.

Fernando Pessoa, ou melhor, Álvaro de Campos, fez duas poesias com o título “Lisbon Revisited”:

Lisbon Revisited – 1923

Lisbon Revisited – 1926

Os links remetem ao Jornal da Poesia, que recomendo… mas a de 1923 precisa estar aqui:

Lisbon Revisited (1923)

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!

Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?

Não me macem, por amor de Deus!

Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?

Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço.  Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!

Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.

Deixem-me em paz!  Não tardo, que eu nunca tardo…
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

Categories: Lisboa, Literatura, Turismo

Se a moda pega…

27, abril, 2009 1 comentário

em São Paulo, vai faltar lugar para colar cartazes

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Categories: Cotidiano, Lisboa

Conexões II

27, abril, 2009 Sem comentários

Sem adaptador, faça a barba com o notebook

shaver até que um China In Box o salve adap :)

Categories: Cotidiano, Lisboa, Turismo

Torre de Belém

26, abril, 2009 3 comentários

Um boné e 4 euros foi barato para conhecer o monumento que recepciona quem chega a Lisboa pelo mar.
Magnificamente belo, penso que sua beleza acaba sendo contraditória, visto que foi construído para defender a cidade e era repleto de canhões… algo como formar um exército com Natassjas Kinsk e Giseles Bunchen… bem, mas aí era pedir para ser invadido ;)
Creio que um engenheiro militar hoje constuiria a Torre como se fosse montada com peças de Lego: funcional, mas nada bela.

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De fora me pareceu pequena, mas quem se dispõe a pagar os 4 euros (o boné pro Tejo é opcional) e percorrer todos os seus andares, pátios e a masmorra, se cansa de tanto percorrer os espaços e as escadarias, além de se agachar e espremer para disputar o lugar com os outros turistas.

Categories: Lisboa, Turismo

Foi bonita a festa, pá

26, abril, 2009 Sem comentários
DSC_0533 Ontem, 25 de abril de 2009, foi aniversário de 35 anos da Revolução dos Cravos, movimento que marcou o fim da ditadura do Estado Novo em Portugal, que teve início em 1926. Eu acreditava que Salazar estivesse no poder nesta ocasião, mas não, a ditadura estava na 2a geração, com Marcelo Caetano como presidente.

Foi um evento marcante para a sociedade portuguesa; e, recente,ainda está muito vivo na memória do povo daqui, que organiza um desfile de comemoração que desce a Av. Liberdade até a Praça D. João IV.
É um evento emocionante e que tive o prazer de acompanhar, e onde pude, além de torcedor da Lusa, ser um pouco português por algumas horas.

As fotos estão aqui, e no continuo abaixo alguns relatos.

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Categories: História, Lisboa, Turismo