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Receita deliciosa

24, julho, 2009 2 comentários

Resolvi pedir uma dica ao Google para preparar uma alheira que há tempos me aguardava e encontrei uma receita deliciosa.

Deliciosa antes mesmo de ser preparada (os grifos são meus):

Um amigo transmontano ensinou-me a melhor maneira de fazer as alheiras. Nada como as que comemos por aí em qualquer restaurante. A boa alheira requer tempo a ser cozinhada. Fura-se primeiro com uma agulha. Muitos furos, por onde há-de sair a gordura. Planta-se dentro de uma frigideira, sem qualquer gordura (a gordura que ela vai libertar é mais que suficiente) e a uma temperatura baixa. Se for numa placa eléctrica, numa escala de 1 a 5, ponha-se no dois. Este processo de fritura, dura pelo menos uma hora. Por isso, calminha, aproveite-se o tempo a beber uns copos e um queijinho de entrada.
Quando já houver uma certa gordura resultante da fritura, recolha-se para uma molheira – a alheira deve frigir sempre com o mínimo de gordura. Nem é preciso dizer que, a meio tempo, se volta. Neste processo, por vezes a alheira rebenta. Não é bonito, mas come-se na mesma.
Ao mesmo tempo cozem-se umas batatas com pele, e em panela separada uma genuina couve portuguesa e algum nabo.
No final, pela-se a batata que vai acompanhar com, com as restantes verduras, a alheira. A gordura que se foi retirando da sertã é a que serve para temperar a batata. Acompanha com um vinho do Douro encorpado.
Um prato divinal, se a alheira for de boa qualidade (as melhores que eu compro são as da charcutaria Manuel Tavares, fundada em 1860, sita entre a Praça da Figueira e o Rossio (ir à charcutaria Manuel Tavares é um acto de cultura e não só gastronómica..). A talhe de foice, diga-se que também lá compro os melhores figos secos (as passas). O figo preto de Torres – excelente – por 2 euros e meio o quilo. E ainda há quem pense que o barato se encontra nas grandes superfícies…

http://familiaantunes.wetpaint.com/page/Alheira

A minha não deu certo, a alheira meio que explodiu na frigideira, mas deu para curtir uma receita que pede para, depois d’eu plantar a alheira dentro da frigideira, calminha e sugere beber uns copos durante o preparo; que me fez descobrir

sertã

s. f.

Frigideira larga e de pouco fundo, de ferro ou de barro; e

vir a talhe de foice expressão

  1. vir a propósito.

; relembrar a Praça da Figueira e o Rossio; e ficar intrigado com qual barato pensam que se encontra ‘nas grandes superfícies…’ :)

Deliciosa.

Categories: Gastronomia, Lisboa

Fernando Pessoa – Lisboa

14, maio, 2009 2 comentários

Finalmente ontem, no último dia, cheguei ao lugar onde o Pessoa nasceu
DSC_0078, ao Café A Brazileira, onde um gringo tomava uma cerveja com ele e não arredou pé do lugar DSC_0104, e ao túmulo no Mosteiro dos Jerónimos, onde tive que sair rápido pois foi invadido por uma horda de turistas que sequer falam português (depois voltei) DSC_0392 .

O túmulo fica em num corredor isolado do Mosteiro, com o mini-obelisco e 3 trechos de poemas a lhe prestar homenagem, e uma placa explicativa para os turistas (em português e inglês). Um tanto fora de contexto, ainda mais considerando que não vemos referências religiosas em sua obra – não conheço 100%, mas não lembro de uma sequer.
Não sei onde o túmulo ficava originalmente, mas acho que era em algum cemitério comum no centro de Lisboa, e lá devia ter ficado, na minha opinião (ah, o Panteão era brincadeira :) ).

E aqui chegou ao fim a visita a Lisboa, mesmo por que a bateria da minha câmara acabou logo em seguida. Nestes dias todos percorri a maior parte do roteiro de Lisboa que o Pessoa fez, o que me fez me enveredar por várias ladeiras e becos nos caminhos entre os sítios, sempre com a agradável companhia da lembrança de que estava andando por lugares que ele, o autor de diversas obras que admiro e do livro que eu estava seguindo, um dia caminhou.
Estou editando as fotos aos poucos, pois são muitas (e ainda faltou :( ), um dia as publico.

Também me acompanharam na aventura um exemplar do livro que ficou todo estropiado, uma mochila made-in-Portugal (a dona da loja falou isso toda orgulhosa!), e um boné que comprei para substituir o que o Tejo levou, mas que não está na foto pois o perdi justamente no Mosteiro :)

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Categories: Lisboa, Literatura, Turismo

Mosteiro dos Jerónimos – Lisboa

14, maio, 2009 Sem comentários

Pensando bem, é uma pena não ser religioso ao visitar Lisboa, aproveitaria muito mais :)

O Mosteiro também é outro lugar impressionante de beleza e antiguidade (estou sem a cola aqui, então fica sem história), cujo atual maior valor é o túmulo do Fernando Pessoa, que ficará em outra série de fotos.

Pena que tem tanto turista, pá!

Categories: Lisboa, Turismo

Convento do Carmo – Lisboa

14, maio, 2009 Sem comentários

Ou melhor, “Ruínas do Carmo”, antiga “Igreja do Convento de Nossa Senhora do Vencimento do Monte do, ufa, Carmo” (o ‘ufa’ é meu), fundado em 1389.
O edifício foi bastante destruído no terramoto de 1775, e D. Maria I tentou restaurar, mas o dinheiro não deu.
No século XIX instalou-se lá um museu com peças de antigos edifícios arruinados e outras de valor arqueológico.

Lindo, só vendo.

Categories: História, Lisboa, Turismo

Lisboa – Cádiz de trem

14, maio, 2009 6 comentários

Em Lisboa, na Estação Santa Apolônia, atrasou 1 segundo: saiu às 22:30:01.
Era um trem antigo, lento e apertado, e me faria bem saber contorcionismo para conseguir uma posição para dormir, mas valeu!

Depois um percurso de Madri a Sevilha, e outro de lá para Cádiz. Tudo certo, cá estou. A história completa abaixo.

Leia mais…

Categories: Cádiz, Lisboa, Turismo

Keep walking

13, maio, 2009 7 comentários

Bem, resolvi fechar a conta aqui em Portugal antes que eu troque Elis Regina por Amália Rodrigues, Chico Buarque por Zeca Afonso, gerúndio por infinitivo, café puro por café cheio, feijoada por cozido à portuguesa, Original por Sagres, Marlboro de R$ 3,75 por Marlboro de 3,50 euros, bem, e outras tantas diferenças que conheci por aqui.

Fico devendo os álbuns de hoje, o Convento do Carmo e o Mosteiro dos Jerónimos (Andrey, mereço ou não um diploma de turista?), e meu diagnóstico de Lisboa, pois parto agora à noite para Madri de trem, viagem que dura a noite toda, e depois tenho que exercitar meu Domingues para achar a estação de onde parte o para Cádiz, a terra de meus avós paternos.

O projeto lá é investigar as origens de minha calvice e de, segundo muitos, meu temperamento :)

A Lisboa e aos lisboenses (lisboetas?) os meus mui sinceros agradecimentos, principalmente ao Seu António, pai da Isabel, que me mostrou como o povo daqui pode ser gentil.

ps: os agradecimentos não se estendem para o dono da Pastelaria “O Coringa”, aqui ao lado do hotel, o gajo é muito estúpido :)

Categories: Lisboa, Turismo

Cozido à Portuguesa

13, maio, 2009 1 comentário

Se Darwin estudasse a evolução culinária certamente chegaria à conclusão que nossa Feijoada evoluiu do Cozido à Portuguesa: troque feijão preto por branco, paio por chouriço (a linguiça, não o corte argentino/uruguaio), a couve por repolho, o molho de pimenta por piri-piri. e pronto, temos um Cozido à Portuguesa.

Claro, isso só vale se o Cozido já existisse na época da escravidão no Brasil, mas creio que sim.

Ah, fica faltando a farofa e a caipirinha!

Categories: Gastronomia, Lisboa, Turismo

Andando por aqui…

13, maio, 2009 Sem comentários

O Calvin, do Bill Watterson, tem uma frase antológica: “A vida se torna mais fácil quanto menores forem suas expectativas”.

Parece que o dono da frase abaixo não concorda… bem, ou não discorda… sei lá, confesso que não entendi.

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Vejam só… os amadores aqui em Portugal são profissionais, têm até uma Academia!

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Tá bom, tá bom, exagerei, não é uma Academia de Músicos Amadores, mas que é estranho é…

Categories: Cotidiano, Lisboa, Turismo

Castelo de São Jorge – Lisboa

12, maio, 2009 4 comentários

Ufa, hoje andei… tudo seguindo o Roteiro do Pessoa, que ganhará uma página exclusiva quando eu terminar, mesmo incompleto.

O castelo é tão antigo que sequer conseguem precisar o ano de sua construção pelos mouros (muçulmanos), de certa maneira pode-se dizer que ele é mais velho que Lisboa.
E caminhar por suas escadas, corredores, e terraços, proporciona uma rica mistura entre a beleza de admirar a contrução e seus monumentos, e a estranha sensação de contato com o passado, quando constatamos que estamos pisando em caminhos e degraus que foram construídos, e pisados, antes sequer do achamento do seu país.
Foi o que senti também com maior intensidade em Belém e na Sé, se bem que depara-se com essa sensação por todos os lados.
Como no restaurante em que almocei alheiras hoje: se me falassem que Pedro Álvares Cabral almoçou lá antes de partir em 1500 eu não duvidaria, de tão antigo o lugar :)

Categories: Lisboa, Turismo

Catedral da Sé – Lisboa

12, maio, 2009 Sem comentários

Muito belo o templo, com o plus-a-mais de exporem as escavações que mostram vestígios de ocupação desde a época dos romanos.

Categories: Lisboa, Turismo