Pac-Man em Paris
Como a ponte é mais antiga do que os jogos eletrônicos, creio que encontrei a inspiração para as criaturas do Pac-Man:
Como a ponte é mais antiga do que os jogos eletrônicos, creio que encontrei a inspiração para as criaturas do Pac-Man:
Agora sim, com todas as combinações entre “Pardon”, “S’il vous plaît”, “Je ne parle pas français” e “Merci”, você resolve a maioria das situações, o resto você aponta no cardápio
Esta primeira fase da viagem não tinha muito foco em visitas a pontos turísticos tradicionais, então fora a Torre Eiffel, Montmarte, e outros lugarzinhos onde nem levei a câmara, o circuito foi mais etílico-gastronômico-noturno, nessa ordem:
etílico: pardon, ainda não aprendi a beber vinho, então foram só umas taças. Fui de conhaque nacional francês e, como o tempo ajudou, umas caras cervejas… até um pint de Guinness numa tarde mais fria (não deve haver nenhuma lei que proiba beber Guinness em Paris
).
gastronômico: comemos mais em casa, então de comer fora um bom crepe num restaurante pequeno, e um cordeiro muito bom, com nome e sobrenome que não lembro, em um restaurante mais chique um tanto. Uma visita a uma brassérie para comprar pão, e a um Pão de Açúcar daqui (Monoprix), deu para ter a noção da quantidade de queijos, patês, pães e vinhos que este povo consome.
Ah, para satisfação do André Trigueiro*, me recusei a comprar um patê de foie gras, em solidariedade aos pobres gansos.
Noturno: a vida noturna é agitada, mas os bares são caros para quem não bebe vinho; o atendimento em geral é bom, na base do bonsoir, merci, s’il vous plais, etc… a única má experiência foi justamente no último movimento do último bar: o atendimento até que foi bom, mas a linda dona resolveu homenagear os brasileiros com uma última música e tascou um ‘Ilá ilá iê’ com a Xuxa!!! Saímos correndo, sem olhar pra trás. Ah, mas os franceses se salvaram: a mulher era argentina
* André Trigueiro é um jornalista que tem um programa na Rádio CBN chamado ‘Mundo Sustentável’, e num recente ele meteu o pau nos criadores, consumidores e vendedores de foie gras.
Consegue-se chegar a Paris sem sequer um ‘Pardon’ ou ‘S’il vous plaît’, já que o agente da imigração mal olhou para a minha cara e não me deparei com nenhum funcionário depois que peguei a bagagem e procurei, desesperadamente, algum lugar para fumar após umas 14 horas de abstinência.
Encontrei um fumódromo, talvez informal pois a única sinalização que encontrei num espaço contíguo às catracas do trem (RER) foi justamente uns sujeitos fumando… ah, que Marlboro bom!
A indicação da Lili era para pegar o RER para Paris e, como encontrei uma máquina que me vendeu o bilhete necessário em inglês, com pagamento via cartão de débito, não tive que gastar o resto do meu francês para comprá-lo.
E depois, como o trajeto era contínuo, chegar à estaçao certa foi tranquilo.
Mesmo na primavera, não saia à noite em Paris sem cachecol: contando com a estação, deixei a desejar no quesito ‘agasalhos’ na mala de viagem, e como durante o dia esquecia do frio da noite, não comprei um cachecol ou mesmo um pano que usam lá e que faz as vezes de um e o resultado foi uma dor de garganta que evoluiu pr’um resfriado, e que acabou migrando para o sol de Lisboa
Então, de molho, aproveito pr’umas notas o wi-fi do hotel
As tomadas elétricas na França são, digamos, hermafroditas, com o terra ‘macho’ na própria:
O que quebrou a preparação que fiz com os adaptadores que levei… no fim foi necessário utilizar todos, até conseguir uma ponta que entrasse no adaptador francês:
O Smart, o Mini, e o Cinquecento logo serão importados oficialmente em São Paulo, daí poderemos ver cenas como esta:
Mais em http://picasaweb.google.fr/edumingues/CarrinhosDeParis#