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Arquivo da Categoria ‘Turismo’

Tem desconto, né?

9, setembro, 2010 Sem comentários

Ao pagar o almoço num japa perto do trabalho, a caixa oferece “Se pagar em dinheiro tem 10% de desconto, né?”. Ok, topo, e ela tira os 10% do serviço…

É vantajoso, mas tirar um acréscimo de 10% na conta não é igual a aplicar 10% de desconto… um amigo matemático explicaria melhor, mas o seguinte exemplo ajuda: se a conta for R$ 100,00, com 10% de desconto ficaria R$ 90,00, e com os 10% de serviço eu pagaria R$ 99,00.

Já com o modus operandi de lá, a conta de R$ 100,00 fica R$ 110,00, tirando os 10% pago R$ 100,00.

Sem contar que pagar o serviço é opcional… mas eu sempre pago.

Bem, não vou discutir por que, além de arriscar perder o desconto, vou lá pra comer, não pra beber :) , o que costuma aguçar meu lado polemista.

Categories: Cotidiano, São Paulo

Hot 8 Brass Band no Bar B

24, dezembro, 2009 1 comentário

Socializando a saideira natalina com a Derly no Bar B: entre muitas boas escolhas do DJ acabamos por conhecer a Hot 8 Brass Band, de New Orleans. Nem vou perder tempo explicando, ouça – especialmente se gostar de R&B:

Sexual Healing - Hot 8 Brass Band

Mais aqui e aqui.

Quanto ao ótimo Bar B: ao lado da antiga e quase extinta Boca do Luxo lá no centro velho, bem perto do antigo e extinto Hilton Hotel, alguém resolve fazer um bar hiper transado e agradável, com bons cardápio e atendimento, e uma bela trilha sonora! Devia ganhar um prêmio!
O subtítulo do lugar diz bem: jazz, arquitetura e arte no centro de são paulo. O centro merece, e precisa, de lugares como este.

E tem mesas na calçada para os fumadores – o que pra mim tem se revelado nada saudável, pois parece que vou à desforra e fumo mais que o normal :(

hot8 timthumb.php

Nota: ah, tivemos que interromper o amigo secreto dos funcionários do bar para pagar a conta ;) eles fecharam ontem e só reabrem em 13 de janeiro.

Categories: Música, São Paulo, Turismo

Tokyo

8, dezembro, 2009 4 comentários

Uau! Tri-puta filmes: três visões de Tokio potencializadas, em mim, por amar São Paulo; três diretores – dois franceses, um coreano- que acertaram a mão em três histórias realisticamente surreais: Interior Design, com um jovem casal tentando se estabelecer em Tokio; Merde, um homem-monstro que apavora a cidade, e onde a sequência inicial bem poderia ser filmada na Paulista; e Shaking Tokio, um hikikomori que tem perturbada sua paz por uma entregadora de pizza com botões, e alguns terremotos.

Três histórias, três cartazes:
tokyo1     tokyo_3     tokyo_2

No IMDb.

Três notas:
. em diversos momentos vi Sampa no filme, talvez uma Tokio sem ordem nem publicidade.
. dá pra ser um hikikomori por aqui também, só não vamos encontrar entregadoras – nunca recebi uma – e terremotos.
. tá, o dia foi chato com tanta chuva e consequências, mas caminhar pela Paulista molhada à noite, iluminada pelo brilho refletido do Natal e das luzes dos automóveis e das pessoas, mais seus sons e movimentos, me fez andar a 24/s e curtir cada passo como se estivesse numa película.

Sobre a sala: ok, o HSBC Belas Artes tem bebedouro, mas tem ar-condicionado no último volume, portanto não vá desagasalhado! Eu, pelo menos, passei o filme todo tiritando.

Categories: Cinema, Cotidiano, São Paulo

Meia porção de surrealismo

3, novembro, 2009 5 comentários

Essa foi no Tago’s, boteco honesto no início da Bernardino aqui em Sampa.

Sobre uma grande lista o cardápio avisava: “todas fartas porções“. Como estava sozinho e não queria ficar farto, chamei o garçom e…

“Viu… essa isca de peixe aqui, cê faz meia?”
“Ah, não, todas são meias porções.”
“Ã?”
“É, todas as porções são meias, menos as que têm meia porção… as de frango a passarinho e de contra-filé.”
“Mas… como assim?”
“Não fazemos meias porções para estas pois já são meias. Só as de frango a passarinho e contra-filé têm opção de meia por que são inteiras.”
“Então se as outras todas são meias, o preço delas é metade, né?”
“Não, não é metade porque são inteiras.”

Mostrando no cardápio: “Então não são fartas?”
“Não, por que são meias.”
“Então não faz meia?”
“Não, por que são inteiras.”
“Ah, deixa, não quero nada não…”

Eu juro.

Categories: Cotidiano, São Paulo

Segunda sem carne

6, outubro, 2009 5 comentários

Acabei entrando em uma campanha sem saber: há algum tempo institui um dia sem carne no meu cardápio e calhou de ser segunda-feira.
E ontem lá no Nutrison (Viaduto 9 de julho, 160 – Centro), que tem um buffet bem completo e a comida é boa – preço fixo: R$ 17,80, um jornal colado à parede falava sobre a Segunda sem carne, que pesquisando agora descobri ser uma campanha Marcatista (do Paul McCartney, não do Joseph McCarthy ;) ) e que está sendo adotada aqui em Sampa também:

segunda-sem-carne-logo

Aqui uma lista de restaurantes ou vegetarianos ou que têm opções de refeições sem carne – o que é importante, pois num restaurante ‘normal’ um dia sem carne normalmente implica num dia de fome.

Legal ser 1/7 vegetariano, e com companhia!

Bares onde fumar bebendo

21, setembro, 2009 Sem comentários

Serviço de utilidade pública para fumantes botequeiros, dois bares em São Paulo com mesas na calçada onde podemos fumar tomando aquela cervejinha numa noite sem chuva:

Bar da Dida
Rua Dr Melo Alves, 98 – Jardins
Ambiente calmo e agradável e atendimento eficiente, após as 20:30 ocupa o estacionamento da loja ao lado, que comporta umas 10 mesas. E tem cinzeiros.

Choperia Nova Era
Rua Vergueiro, 709 – Liberdade (ao lado o Metrô Vergueiro)
Ser atendido exige um certo esforço para chamar a atenção, e tem poucas mesas na calçada – dentro é grande, sem cinzeiros. Música ao vivo, normalmente com repertório básico de barzinho (Djavan, Oswaldo Montenegro, Zé Ramalho, Zélia Duncan, Djavan, Djavan, e etc :) ). Perto de colégio e faculdade, portanto não vá às sextas se quiser sossego.

Categories: Cotidiano, São Paulo

A sinceridade da periferia

14, setembro, 2009 2 comentários

Faz  meses que cultivo cá minhas suíças, ciente desde o início de que ia ser alvo de chacotas dos amigos e, eventualmente, de anônimos pelas ruas. O caso dos amigos foi, e é, fato: de Logan a Nazi, tenho ignorado todas a indiretas pr’eu usar o barbeador. Mas no dia-a-dia, pelo centro e adjacências, passo incólume, misturado a outros tantos personagens, digamos, esquisitos… só às vezes noto um certo olhar aqui ou acolá – fora crianças, que às vezes cutucam seus pais ao me verem… mas criança é sempre inaceitavelmente sincera, né? – , então em geral caminho sossegado e sigo, estoicamente, com meu visual anacrônico.

Mas é só ir para a periferia que a coisa muda…

No semáforo para acessar a Radial, ao eu recusar uma limpeza no parabrisa: “Ô Wolverine, então dá uma moedinha…

A garçonete do restaurante nordestino na Penha em que almoço vez em quando: “E aí? Quando é que você vai tirar esse negócio da cara???“.

No supermercado lotado lá na Vila Matilde, logo ao entrar para cuidar do abastecimento de cervejas pr’uma festa, um carinha comenta, alto: “Ih, olha lá o Wolverine!“, e o amigo completa “Só se for depois da gripe suína…“.

Na padaria Internacional, lá na Patriarca, chego no balcão e a balconista, que estava de costas, ao se virar e me ver grita “Que susto!“.  Aí quem se assustou foi eu, “Tô tão feio assim?“. A mulher, séria e, juro, meio brava, “Tá sim, com esse negócio na cara! Tá parecendo um…, sei lá, um macaco! Que susto, moço!

Pois é, sem consideraçõs estéticas (comentários neste sentido serão sumariamente recusados :) ), concluo que o pessoal na periferia é definitivamente mais sincero e despojado de inibições, falam o que sentem e zombam de quem querem – levando em conta que não ando armado e não tenho garras retráteis de adamantium. E, sinceramente, acho é bom, torna a vida, às vezes já tão pesada, mais leve… até a minha, pois me divirto ;)

São Bento do Sapucaí – II

18, agosto, 2009 5 comentários

Lá fui eu, de novo, procurar o pote de ouro… não o achei em mais de 20 anos, mas com ao menos uma passadinha por ano por lá um dia eu acho.

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São Paulo

9, agosto, 2009 4 comentários

O que mostrar de São Paulo para minha anfitriã e cicerone cidadã de Hamburgo, uma cidade pacata, plana, e em ordem?
Com tempo curto, optei por um choque de realidade, com muito movimento, ladeiras, e desordem… mas o difícil mesmo é perceber e explicar as idiossincrasias desta cidade impossível, como por que temo andar com a câmera fotográfica na rua sendo que temos 4 polícias, duas delas ostensivas? Que uma turista européia fotografa moradores de rua que a gente mal percebe. Que as faixas de pedestres são apenas faixas brancas e paralelas para tirar a monotonia do preto do asfalto. Que nada diferencia os ambulantes que ficam atentos ao rapa e os que nem dão bola. Mostrar in loco por que morre ao menos um motoqueiro por dia no trânsito – aqui ela definitivamente se assustou e, em uma ocasião, chegou a pôr a mão no volante quando éramos ultrapassados pela direita por um deles, enquanto eu explicava “Calma, é assim mesmo…”.

Bem, não deu tempo de arrumar a casa antes dela nos visitar, quem sabe daqui a alguns anos? Uns 400…

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Categories: Cotidiano, São Paulo, Turismo

O pôr do sol em São Paulo

9, agosto, 2009 Sem comentários

visto a partir da Penha. Belo, mas esse opaco todo aí é poluição :(

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Categories: Fotografia, São Paulo